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Manga Lima

Manga Lima

02
Jan20

Vida e karma, amor e dor

Manga Meia-Loira

Eu quis muito, assim mesmo muito, escrever este texto. Quis muito escrevê-lo durante muito tempo. Mas também achei que a vida nunca me iria permitir escrevê-lo, e que aquilo que o motiva nunca iria acontecer. Pois que a vida dá mesmo muita voltas - afinal dá mesmo - e o karma às vezes funciona. E então eu posso escrevê-lo. Ainda bem. Não poderia estar mais grata por isso. Estou ainda aparvalhada com a forma como a vida funciona e como certas coisas acontecem. Estou aparvalhada com a forma rebuscada como a vida dá voltas. Estou espantada com a forma como a vida me está a permitir ver que o karma funciona. E estou grata - muito grata - porque a vida afinal pode ser justa. Há 12 meses, naquele início de ano, eu não teria acreditado em metade de tudo aquilo que já aconteceu até hoje. E há 11 meses, há precisamente 11 meses, eu perdi todas as esperanças numa conversa que nunca queria ter tido. Nestes 11 meses não acreditei um único dia que este texto algum dia pudesse ser escrito. Não acreditei um único dia que a vida fosse justa e o karma funcionasse. 11 meses, uma conversa e dois acontecimentos depois... fico com a certeza absoluta de que a vida, afinal, é justa e o karma existe. Ainda bem que a vida dá voltas, ainda bem que a vida nos surpreende, ainda bem que nunca sabemos o que poderá acontecer. Ainda bem. Abençoada seja a vida e ainda mais abençoadas sejam as voltas que a vida dá. Agora vou só continuar aparvalhada mais um bocadinho e vou lembrar-me sempre que a vida dá (mesmo) muitas voltas. E ainda bem.

 

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31
Dez19

Para 2020

Manga Meia-Loira

Em 2020 quero: Quero ver os meus pais a voltar. Quero ver o projeto dos meus pais pronto. Quero me sentar no chão dentro daquele sonho deles que estou a ver nascer e crescer. Quero sorrir muito lá dentro. Quero inaugurar aquela casa e cortar a fita vermelha. Quero mudar de casa e voltar para a nossa casa. Quero pegar em tudo o que tenho no meu quarto e mudar tudo para a nossa casa. Quero redecorar aquele que sempre foi o meu quarto. Quero recebê-los no aeroporto com balões e um sorriso do tamanho do mundo. Quero ver, viver e sentir todos esses momentos do regresso deles. Quero encontar um amor verdadeiro. Quero apaixonar-me por alguém que seja louco por mim. Quero construir uma relação a dois. Quero colo, mimos, sorrisos, desejos e sonhos partilhados a dois. Quero fazer amor. Quero encher a minha casa de sempre de vida, amor e alegria. Quero apresentar a tese com sucesso. Quero ser muito feliz no dia em que apresentar a tese. Quero entregar os relatórios para finalizar o estágio. Quero passar pela fase de estudo para o exame da Ordem com tranquilidade. Quero passar no exame da Ordem. Quero sentir-me a maior do mundo quando receber a nota e perceber que passei. Quero celebrar muito e partilhar essa conquista com os meus. Quero suspender a inscrição na Ordem. Quero um trabalho de que goste com horários bons. Quero ver o pôr do sol. Quero ver o nascer do sol. Quero dormir na praia. Quero comer os crepes do Aquário. Quero voltar à minha praia de sempre. Quero vender o café. Quero partilhar momentos bonitos com as minha amigas. Quero viver momentos especiais e de partilha com os meus amigos. Quero deixar de fazer terapia e perceber que não preciso mais de fazer terapia. Quero sentir-me em paz com a história dos meus pais viverem longe. Quero sentir-me em paz com a história de (des)amor que ainda me marcou este ano. Quero partilhar sorrisos e vivências com a minha irmã. Quero partilhar dias bonitos, sorrisos, sonhos e abraços com os meus pais. Quero ir ao meu Bom Jesus agradecer por cada conquista feliz. Quero fazer a estrada entre as duas igrejas a sorrir. Quero viver um mês de agosto feliz no sítio a que pertenço. Quero fazer uma mega festa de aniversário. Quero ir ao cinema mais vezes. Quero ler mais livros. Quero inscrever-me na hidroginástica. Quero continuar a ver séries boas. Quero que os meus estejam bem de saúde e felizes. Quero sair à noite. Quero jantar fora muitas vezes. Quero descobrir restaurantes bons. Quero férias em família. Quero férias a dois. Quero fins de semana e escapadinhas a dois. Quero jantares em família. Quero jantares a dois. Quero sonhar e sorrir muito em família. Quero sonhar e sorrir muito a dois. Quero paz, amor e família. 

 

É provável que pouco do que escrevi se vá mesmo realizar. Ou pelo menos é provável que algumas coisas fiquem pelo caminho, até porque depois há a vida e muito do que acontece nem depende de nós. Ainda assim, tenho de sonhar, sorrir e acreditar. Este ano já trouxe caminhos bons. Falta cumprir as metas. E que daqui a um ano eu diga que 2020 foi a maior surpresa boa da minha vida. Venha a família e o amor. O resto a gente compra, arranja, desenrasca, tenta, arranja uma forma de conseguir. Família de volta e amor no coração e na alma. É isso. É mesmo (só) isso.

30
Dez19

Em 2019

Manga Meia-Loira

Em 2019: Comecei o ano doente e com dores de garganta. Os meus pais disseram-me que ainda não era este ano que voltavam e fiquei arrasada. Passei um mês de janeiro estranho, entre o muito mau e o muito bom. Fiz uma consulta que me deixou a sorrir desalmadamente por dentro e por fora. Tive aulas da Ordem todos os santos dias durante bastantes meses e fui muito feliz com isso. Fiz quilómetros e quilómetros de autoestrada todos os dias para as aulas da Ordem e foi bom. Sorri muito com a minha amiga que me acompanhou em todas as aulas e viagens. Partilhamos histórias, vivências, desejos e aprendemos muita coisa. Tive uma das conversas mais difíceis da minha vida sobre amor e desamor e arrumei e apaziguei muitas coisas dentro de mim com essa conversa. Fiquei completamente perdida logo a seguir, custou-me por tudo aquilo que ouvi mas nunca duvidei por um segundo que era o melhor que podia ter feito por mim. Estive em Budapeste. Inundei a casa de banho e (quase) o quarto de hotel em Budapeste. Adorei a cidade e a viagem foi uma lufada de ar fresco. Estive em Milão, comi as melhores pizzas de sempre e sorri muito. Andei semanas e semanas às voltas com a ideia de escrever a tese e a achar que nunca a ia conseguir escrever. Escrevi a tese. Entreguei a tese. Já tenho data apresentar. Fui infinitamente feliz a escrever a tese e ainda mais quando a entreguei. O meu pai esteve presente e esteve ao meu lado na fase em que mais precisei e mais quis tê-lo comigo, sem ele imaginar. Vi a pessoa de quem gosto começar uma vida a dois e uma "casa" com outra pessoa. Vi a relação dessa pessoa de quem gosto a quebrar, nunca imaginei que fosse acabar mas acabou mesmo. Consegui libertar-me finalmente e de uma vez por todas do café. Fui infinitamente feliz no momento em que largamos as chaves e saímos pela porta. Ganhei saúde, vida, paz e alegria por me ter visto livre daquela casa. Tive reuniões com o meu orientador, fui muito chata com ele mas acabamos por nos rir e partilhar ideias. Estive em Toronto. Fui ao aquário de Toronto. Tive conversas e sonhos partilhados que foram muito importantes nessa viagem. Vi o sonho dos meus pais crescer, ganhar vida e materializar-se ainda mais. Vi a casa a ganhar escadas, casas de banho, tubos, piso de cima, teto, forno e mais umas quantas coisa. Fiz (muita) psicoterapia. Ganhei força anímica e ânimo para levar sonhos em frente e para acreditar sempre em mim e na vida. Fiz muitas vezes a estrada das duas igrejas. Fui muitas vezes conversar com uma pessoa muito especial sobre a vida e sobre o futuro. Tive muitos jantares com amigas. Tive bastantes jantares com elas em minha casa. Elas salvaram-me muitas vezes o dia e a semana, sobretudo nos sábados de fevereiro. Tive muitos cafés e passeios com os meus amigos. Celebrei o meu aniversário com os meus amigos, sorri, fui feliz e provei a mim prórpia que sou capaz de ultrapassar tudo. Bati com o carro porque estava distraída a pensar nos amores e desamores. Sorri muito no trabalho. Sorri muito com os clientes. Irritei-me com alguns clientes. Assisti a muitos episódios em tribunal e gostei de muitos deles. Ganhei uma paz incrível, que sempre tive e que esteve destruída durante todo o ano de 2018. Li pouco, para não dizer muito pouco. Às vezes tenho vontade de me zangar comigo prórpia porque queria e devia ler muito mais. Fiquei rendida à Netflix. Vi Casa de Papel, Suits, Maternidade e Desapontamento, Marlon, Criminal, How to get away with murder, estou a ver Friends e vi também muitos filmes. Tive um agosto calmo e voltei a descobrir o bom que era adormecer simplesmente no sofá a meio da manhã ou a meio da tarde. Descobri (ou redescobri) como era bom almoçar em casa. Foi maravilhoso em muitos dos dias e quase que me salvou muitos deles. Acarretei o que os meus pais tinham no apartamento da praia. Assinei o contrato promessa desse apartamento e depois o contrato de compra e venda e fui muito feliz com isso. Voltei lá, há três semanas, porque larguei a chorar do nada e quis ir para um sítio que me remetesse para a minha infância tão feliz (aliás, larguei a chorar porque este dezembro foi um mar de emoções). Fui muito feliz lá. Comecei a tomar a pílula e senti-me verdadeiramente crescida. Vi o pôr-do-sol. Não me lembro mas acho que também cheguei a ver o nascer do sol. Fui buscar o meu pai ao aeroporto. Fui recebida pelo meu pai no aeroporto. Insisti muito com o meu pai para ele estar cá na apresentação da minha tese, ele não deve poder vir mas vou esgotar todas as tentativas e possibilidades. Saí menos à noite mas também não tive vontade de sair mais. Saí o suficiente. Descobri duas pizzarias muito boas. Descobri que posso comprar mega hambúrgueres daqueles bons ao lado do meu escritório e comê-los no sofá de casa. Chateei muito - assim mesmo muito - as pessoas que andam a trabalhar na obra dos meus pais. Bufei, resmunguei, disse palavrões para mim própria e tive de respirar fundo muitas vezes porque as obras são muito lentas, é tudo muito lento, e eu quero a "casa" pronta para ontem. Adorei ver o Rei Leão no cinema. Quis inscrever-me na natação ou na hidroginástica mas a preguiça ganhou. Comecei a estudar para o exame da Ordem. Recebi uma notícia péssima no que respeita ao café. Quero muito acreditar que essa notícia no final vai ser algo de bom: o ponto final que eu tanto quero. Quis muito gostar de outra pessoa, em quase todos os dias do ano, mas não fui bem sucedida. Acho que me fui desligando das coisas dos amores e isso afinal pode ser bom. Quase não comprei roupa porque simplesmente não me apeteceu nem tive paciência. Comecei a segunda fase do estágio. Fiquei preocupada com a saúde da minha mãe mas esteve sempre tudo bem. Estive no funeral do pai de duas amigas minhas e no caso da primeira saí de lá completamente desfeita. As minhas amigas amigas mais uma vez salvaram-me, naquela noite que foi a calmaria depois da tempestade. Comecei a perceber que não quero - e não quero mesmo - exercer e continuar na profissão depois do estágio. Dei todos os mimos do mundo ao meu cão, dei abraços e tirei montes de fotografias com ele. Não quis viajar no natal. Vi as previsões quase todas que apanhei quanto ao meu signo para o ano 2020 e são tão boas que tenho assim muitas, muitas dúvidas. Fiz uma consulta de astrologia. Ouvi coisas que tive a certeza quase absoluta - assim nos 95% - que nunca aconteceriam e afinal aconteceram mesmo... e aconteceram no tempo das previsões astrológicas. Nunca mais duvido da força dos trânsitos astrológicos ou da tendência que eles revelam. Decidi, assim na loucura e porque eles fizeram pressão, abrir a minha casa pela primeira vez aos meus amigos na passagem de ano. Passei momentos muitos bonitos e especiais com o meu pai no tempo que ele passou comigo. Quis sair do trabalho cedo todos os dias - nem é cedo, é a horas decentes - e consegui isso muitas vezes. Entreguei dois ramos de rosas vermelhas em sinal de agradecimento. 

 

Assim em resumo: foi um ano do qual gardarei para sempre memórias bonitas e felizes. Foi um ano de paz. Um ano de recuperar força e vida. E pelo meio vendi o apartamento, escrevi e entreguei a tese, libertei-me do café e vi o sonho dos meus pais crescer. Só tenho que agradecer - e agradecer muito. Fui feliz com este 2019.

29
Dez19

Este dezembro

Manga Meia-Loira

Estamos quase a terminar dezembro e ainda não tive tempo para respirar fundo e fazer um resumo do mês, muito menos para refletir sobre este 2019 que se está a ir embora ou para pedir desejos ao 2020 que se avizinha. Dezembro começou calmo mas a calmaria só durou mesmo a primeira semana. A partir daí foi uma avalanche de notícias e de acontecimentos: uns muito bons, outros muito maus, e pouco tive de intemédio. Comecei o mês de forma calma, tive uma notícia que me deixou feliz e apaziguada logo no fim da primeira semana, duvidei dessa notícia, depois tive uma notícia péssima na segunda semana, a seguir confirmei que a notícia da primeira semana era mesmo verdadeira e fiquei finalmente feliz e apaziaguada com isso, depois percebi que a notícia péssima da segunda semana era ainda pior do que aquilo que pareceu no início. Dezembro foi, portanto, uma montanha russa. O dia de amanhã e o de terça também vão ser agitados mas tenho obrigatoriamente que escrever um texto para me despedir deste 2019 e outro para receber 2020 de braços abertos. Em resumo: depois de um 2019 de calmaria, veio um dezembro de montanhas russas. Está certo. Enquanto houver estrada para andar a gente vai continuar. E a vida se calhar é mesmo isto: viver sorrisos e sonhos em certos dias, levar com nuvens negras e tempestades noutros... e ser feliz por entre essas misturas de que a vida é feita.

19
Dez19

A equipa de marketing da Control

Manga Meia-Loira

Já há algum tempo que eu percebi que a Control (sim, aquela marca conhecida de preservativos) tem uma equipa de marketing incrível. Percebi porque ia vendo uma coisa ou outra nas redes sociais e porque também já tinha lido posts sobre isso. Vai daí que eu, de vez em quando, ia mesmo espreitar as redes sociais deles, embora nunca tenha seguido as páginas ou colocado um "gosto". Acontece que eles tem posts tão criativos, inteligentes, sugestivos e bem-humorados que eu me ia rindo e acha aquilo incrível. E então coloquei gosto na página e agora vou vendo o que eles publicam. E tenho a dizer que a aquela equipa de marketing merece os parabéns e merece uma grande salva de palmas. Ter aquele nível de criatividade e inteligência é para poucos, embora o mercado deles pareça muito fácil de trabalhar ao nível do marketing e do humor. Isto porque eles conseguem chegar ao nível do humor inteligente: não é brejeiro, não é ordinário, não objetifica nada nem ninguém (e às vezes, os limites, sobretudo no que toca a produtos sexuais, são ténues). É mesmo humor inteligente e criativo. Que assim continuem, que uma pessoa vai-se rindo. Estes são só dois dos últimos exemplos.

 

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16
Dez19

Ódios de estimação

Manga Meia-Loira

Eu tenho alguns ódios de estimação. A partir de hoje um deles é, oficialmente, aquelas pessoas que não trabalham (como os reformados) e vão entupir as filas do banco à hora de almoço. Uma pessoa anda com o tempo contado ao minuto. Corre contra o tempo. Precisa de cada minuto. E depois entra no banco e vê uma série de pessoas a entupir a fila... pessoas que claramente não tem um horário de trabalho nem necessidade de ir a esta hora aos serviços. Se eles tem todo o direito de ir à hora que quiserem? Pois claro que tem. Se alguém pode dizer ou fazer alguma coisa? Pois claro que não. Mas uma pessoa espera mais de meia hora. Tem hora marcada para regressar ao trabalho. E vê os minutos a passar. E atrasa-se. É isto. Pronto. E daqui a 50 anos, quando for eu a reformada, espero lembrar-me disto e não estupir o trânsito à hora de ponta nem as filas do banco à hora de almoço. Até porque é chato, mesmo para quem não tem horários de trabalho, ter de esperar e estar em filas.

13
Dez19

Quando respiramos de alívio

Manga Meia-Loira

Há um dia em que um dos nossos recebe uma chamada do consultório do médico e a indicação de fazer uma ecografia. Pode não ser nada - provavelmente não é mesmo nada de grave - mas nós ficamos durante uns minutos com o mundo em suspenso e vemos a vida inteira em perspetiva. Depois racionalizamos e percebemos que não adianta de nada ficarmos preocupados. E passam uns três dias e nós vamos andando tranquilos... mas há uma nuvem negra lá ao longe que pode não ser nada ou até pode ser alguma coisa. E depois vem uma confirmação de que não há motivo para alarme nem se passa nada de grave. E nós sorrimos, respiramos fundo, respiramos de alívio e vemos raios de sol e brilho num dia que até está cinzento e de chuva. Caramba... foi um quase susto mas, à partida, acabou bem. E serviu para nos lembrarmos do que é importante. Para nos lembrarmos de que, antes e para lá de qualquer coisa, a primeira coisa que temos de agradecer é a saúde dos nossos. É saber que estamos bem e estamos juntos. Sempre. Porque a vida se resume, afinal e a final, aos sorrisos e abraços que damos aos pais e ao colo que damos aos filhos. (E sim, há sextas 13 de sorte).

02
Dez19

Missão exterminadora de pêlos - 2019

Manga Meia-Loira

Corria o sagrado ano de 2017 quando a minha pessoa, logo em fevereiro, se encheu de inspiração e coragem e se entregou à Clínica do Pêlo para fazer depilação definitiva nas pernas e virilhas. Assim sem pensar muito e de uma assentada. Já não agentava mais a cera e a sensação de pele a ser arrancada, já não aguentava mais ter de esperar que o pêlo crescesse, já não aguentava mais a marquesa da cabeleireira. Eu suportava aquilo, e a verdade é que ao fim de algum tempo uma pessoa habitua-se, mas fazer laser era quase um sonho.

 

Acho que demorei até aos 22 anos porque tinha medo e porque queria um sítio de confiança. Tinha medo, antes de qualquer coisa, de queimar a pele ou ficar com danos ou marcas. Tinha também medo de andar a pagar quantias consideráveis por métodos que não eliminassem verdadeiramente o pelo ou não fossem propriamente "laser".

 

Custou mas, como dizia eu, cheguei a 2017 decididíssima e cumpri com as sessões. Fiz umas seis sessões até àquele verão e posso dizer que notei resultados e melhorei consideravelmente. No verão parei porque não convinha a pele estar morena nem convinha apanhar sol. Depois do verão, acho que não voltei à Clínica do Pêlo.

 

A verdade é que eu devia ter feito mais uma ou outra sessão, e que ainda tinha/tenho pelos nas pernas e nas virilhas que sou obrigada a tirar de gilete. A verdade também é que eu detesto gilettes, sempre detestei e acho horrível, e quase tenho de pedir desculpa a mim própria antes de usar uma nas pernas ou nas virilhas. Aliás, sempre me recusei a usar gilete antes de chegar ao laser. Depois de se fazer laser, só se pode mesmo usar gilete ou creme depilatório, as ceras estão proibidas porque mexem com a raiz do pêlo.

 

Bem, dizia eu que depois daquele verão deixei-me ficar a pastelar e não voltei à Clínica. Passou-se o inverno de 2017 e eu fiquei a pastelar e a esgotar-me em pensamentos e dias pouco felizes. Passou-se o ano de 2018, e as minhas energias e o meu coração acabaram por se esgotar em caminhos duros, sombrios e angustiantes... e a última coisa de que me lembrei foi de depilações. Passou-se o início de 2019 e as aulas e o estágio esgotaram-me o tempo... e a última coisa de que me lembrei foi de depilações.

 

Até que depois deste verão eu prometi a mim própria que ia voltar. Era o sol ir embora e chegar a altura certa. E pronto. Foi assim que a minha pessoa voltou a pôr os pés (e as pernas e virilhas) na Clínica do Pêlo, e voltou a entrar lá cheia de coragem e insipiração. E foi assim que a minha pessoa voltou à "Missão exterminadora de pêlos - 2017", desta vez "Missão exterminadora de pêlo - 2019".

 

Li bastante antes de escolher o sítio e fiquei bastante satisfeita com a escolha da Clínica do Pêlo (senhores da Clínica do Pêlo: se me lerem, sintam-se à vontade para me oferecerem a próxima sessão ou então as que eu quiser fazer). Percebi, antes de escolher, que a melhor opção era o laser alexandrite, ou pelo menos era a que garantia melhores resultados, ao contrário da luz pulsada e de outros métodos. A partir daí, e porque na minha cidade também não havia grandes escolha, pensei em dois sítios: um sítio que existe só na cidade e que me pareceu bom, e a Clínica do Pêlo. Quando percebi que o primeiro sítio ficava numa zona da cidade que não me agradou e num sítio estranho que nunca cheguei a encontrar... escolhi de imediato a Clínica do Pêlo.

 

Tenho a dizer que gostei muito e que, até ver, correu sempre tudo muito bem. Para começar, não me queimaram a pele nem me deixaram danos na pele - que era essencialmente o que eu queria (ahahah). Para acrescentar, também não me enganaram nem prometeram o impossível: avisaram-me logo que a meia perna e a virilha costumam apresentar bons resultados, mas que na pele das coxas não podiam garantir grandes resultados porque é uma zona hormonal. Depois, fizeram uma consulta prévia onde me explicaram tudo, registaram o meu historial médico e as medicações que tomava, e fizeram um teste à pele para ver se havia alguma reação adversa antes do tratamento. Mesmo agora, que eu marquei uma sessão tanto tempo depois, eles surpreenderam-me e ligaram-me a pedir para fazer um teste à pele antes da sessão. Só pontos a favor e correu muito bem. Depois, também ajuda o facto de as senhoras serem simpáticas. A única coisinha que me chateia é que eles levam as zonas que estão definidas na tabela de preços à letra, e qualquer pedacinho de pele que se queira incluir tem de ser pago à parte... mas pronto, uma pessoa sabe que os equipamentos são caros e tudo tem de ser pago, e pronto, entende-se. Em suma, recomendo. É verdade que nunca fiz noutro sítio e também não tinha muitas opções, mas tem sido uma boa experiência. 

29
Nov19

Felicidade também é...

Manga Meia-Loira

Felicidade também é encomendar um grande hambúrguer, com direito a tudo e com batata frita, enquanto ainda se está a trabalhar e ir para casa almoçar no sofá enquanto se vê televisão. Uma das coisas mais bonitas que me fica deste ano foi descobrir o prazer de almoçar em casa. Só ainda não tinha descoberto que podia acompanhar esse prazer (e esse privilégio enorme) de um mega hambúrguer. Foi hoje e ainda bem!

14
Nov19

Dias atabalhoados

Manga Meia-Loira

Ontem tive um dia assim estranho a valer. Sonhei que estava a tomar café e que um amigo decidiu beijar-me, e acho que iniciamos aí um romance. Depois, à hora de almoço, tive um encontro no elevador com um estagiário do prédio onde trabalho e fiquei um bocado abananada porque ele afinal consegue ter uma conversa. Enquanto estava a almoçar uma amiga fez-me uma pergunta tão assustadora quanto hilariante, mas muito direta e que me confrontou comigo prórpia. Depois, à noite, irritei-me deveras com assuntos de família mas acabei a tomar café e com uma belíssima conversa entre amigos. Enfim, não sei se quero ou não mais dias assim mas agitação não faltou.

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