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Manga Lima

Manga Lima

04
Abr13

Ser Natal

Manga Meia-Loira

Há tanto tempo que não é Natal!!! Ainda ontem estava de gorro vermelho e já passou 1 ano e 3 meses desde que foi Natal a última vez! Que saudades que tenho! Ai, que dor que me dá não imaginar sequer quando poderá voltar a ser Natal! Que dor que me dá não ser possível encontrar o caminho de volta para o calor daquele círculo de luz! Que dor que me dá e ainda ontem estava a abrir o meu armário e a preparar-me para aquele dia 24. Ainda me estou a ver a ir para baixo. A ir para a mesa. Ainda nos vejo a deslindar, sorridentes, fotografias antigas. Ainda vejo a publicidade que dava na televisão. Ainda vejo a mesa e ainda os vejo a eles lá. Ainda sinto tudo em mim como se estivesse a ser agora e por isso dói tanto! Dói infinitamente mais pensar que não há caminho de volta à vista. Dói, sim, infinitamente mais, toda esta desfragmentação. Dói, sempre, infinitamente mais, esta angústia da incerteza, do desnorte, da desorientação. Dói, infinitamente mais, esta sensação esmagadora de perda. Dói. E nenhuma palavra conseguirá algum dia descrever esta dor.

Natal deveria ser uma vez por ano. Natal deveria ser, como diz a publicidade em Dezembro, quando o homem quer. Já não há Natal a sério para mim há mais de um ano. Não sei quando voltará a haver. Tampouco se haverá este ano ou nos que virão. Aquele último foi aquele e tudo o tempo levou.

04
Abr13

Perdas

Manga Meia-Loira

Perdas. Há uns tempos atrás descobri uma história na internet de uma pessoa que morreu muito nova com leucemia. Não a conheço, não conheço a família, mas como em qualquer história destas, consigo só imaginar a dor de perder alguém assim. Perder alguém já é/deve ser estupidamente doloroso. Perder alguém na flor da idade e ver essa pessoa a ser levada pela doença a cada dia deve ser ainda mais cruel.

E tudo isto me vem a propósito das perdas. Em grande ou pequena escala, pessoas, valores ou coisas, muito ou pouco de nós, todos perdemos sempre qualquer coisa em cada momento. Custe mais ou custe menos, com grande valor ou insignificantes, há sempre algo que se vai.

Perdemos sempre, e cada vez que tentamos não perder perdemos ainda mais, num ciclo sem retorno. Perdemos sempre, e no perder perdemos ainda mais. É inato à condição humana. Perdemos lugares, perdemos sentimentos, perdemos pessoas, perdemos sorrisos, perdemos muito e podemos perder quase tudo. O tudo ou o nada, perdemos sempre alguma coisa. Mais do que nunca sinto isso. E sinto ainda mais profundamente porque sou, e não consigo explicar como nem porquê, estapafurdiamente saudosista. Preciso dos lugares de sempre, preciso das pessoas de sempre, preciso dos amigos de sempre, preciso da base de sempre. Sou daquelas pessoas que agarra e amarra tudo e não consegue largar mais. Talvez isto esteja relacionado com a obsessão que ponho em tudo o que amo. Sou, sem dúvida, obsessiva, e sou daquelas pessoas que obstina, agarra e não larga até conseguir. Talvez por isso não consiga abandonar nada. Pelo menos nada do que é meu. Nada do que me esté na pele. Nada do que tem significado para mim. E por isso tudo o que está a suceder à minha volta me é infinitamente mais doloroso. Eu sou daquelas pessoas que consegue rejeitar tudo, mas mesmo tudo, até encontrar o que realmente quer. Eu sou assim em tudo, até com uma simples peça de roupa. Se é outra coisa que quero, nunca nada vai igualar isso e eu obstino com aquilo que quero. Posso encontrar até muito melhor, mas para mim tudo o que possa aparecer, bem pior ou indubitavelmente melhor, será sempre automaticamente rejeitado. Não sei explicar, mas sempre foi assim que fui.

E é isto tudo junto que me faz sofrer ainda mais. Infinitamente mais. Perdi tudo o que era meu, tudo o que sempre fui, tudo o que sempre tive. Desapareceu o meu mundo. E estou, estarei (sempre?) completamente à deriva. Perdi o mar, perdi-me e perdi o Norte. Perdi tudo, e foi tudo de uma vez só e tão de repente que ainda estou abananada. E não sei o que ou se posso recuperar. Talvez possa recuperar pedaços, talvez não, talvez um dia tudo, talvez não. Mas já perdi. E já tenho todas as feridas de todas as dores. Perder é perder. Perder é isso mesmo. É perder infinitamente na proporção do perder. É a dor daquilo que já não existe ou poderá não existir mais. É a mágoa toda a que fica. É a saudade que mata. É perder à velocidade de quem desfaz um castelo de cartas. É perder até ao fim da linha. Perder é mesmo isso (isto) tudo. É ficar sem um pedaço. Ou às vezes sem o corpo todo, melhor dizendo. E sentir sempre e intrinsecamente a falta dele.

03
Abr13

"Ela será única"

Manga Meia-Loira

"Ela será única. Você conhecerá outras pessoas, terá um flashback com a sua ex namorada, terá uma nova namorada, mas ela continuará sendo a sua preferida. Provará outros beijos, se sentirá frustrado, algumas vezes, ao perceber que aquela loira linda da festa não beija tão bem assim. Passará a mão em outros cabelos, alguns mais longos, outros mais curtos, mais cheios, mas de qualquer forma, sentirá falta dos cabelos dela, que de tão pouco se perdiam nos seus dedos. Você sentirá outros perfumes, amadeirados, cítricos, doces, e sentirá falta do cheiro da pele dela, que tinha um cheiro tão bom que te fazia fechar os olhos e suspirar fundo. Você chorará, toda noite, baixinho, sentindo a maior saudade que você já sentiu em toda a sua vida. Olhará para os lados, verá a vida passando, e sentirá uma falta quase mortal da vida que ela te proporcionava todos os dias. Você entenderá que a amava. Você entenderá que a ama. Você entenderá que ela será eterna. E-t-e-r-n-a. Você, ao conhecer outras com o mesmo nome, sentirá um aperto no peito ao dizer que esse nome é lindo, sentirá suas mãos tremerem ao lembrar que dizia que esse seria o nome da filha de vocês. O seu celular, ao tocar, após anos, após milhares de vezes, ainda desejará realizar uma ligação de vocês, aonde ela dirá que ainda te espera, e você dirá que está indo buscá-la, assim como em um texto que um dia ela escreveu. Você irá ler, palavra por palavra de tudo que ela escreveu um dia, e se surpreenderá ao ver que ela suplicava por você. Você se sentirá um idiota. Mas ela, ela continuará sendo única. Ela continuará sendo sua. Você continuará sendo dela. Mas a vida continuará. Ela fará um esforço descomunal para te esquecer, talvez, por alguns anos, ou até que toque a música de vocês, conseguirá. Lembrará de vocês com uma pequena tristeza mas com um grande afeto, assim como ela sempre disse, você ainda será a escolha dela, mas infelizmente, a vida lhe deu outras opções … Reticências, sua vida será repleta delas, assuntos não terminados, desejos não obedecidos, o maior e único amor da sua vida, perdido pela sua incapacidade de amar alguém. Você virá um dia para perto da casa dela, pensará uma, duas, três, mil vezes em um jeito de tentar achá-la, de descobrir se após tantos anos, ela ainda irá morar ali. Ela, irá para perto da sua casa, passará na sua rua uma, duas, três, mil vezes, na intenção de que você a veja e diga : ” Finalmente “. Ela passará mesmo na sua rua, porque sempre foi mais decidida que você, você ficará só planejando."

In Facebook

03
Abr13

M-E-D-O

Manga Meia-Loira

É. Eu quero acreditar, eu quero pensar, eu torço-me e torço a minha alma e o meu pensamento para acreditar que alguma luz há-de aparecer e guiar-nos até ao nosso círculo de luz. Eu faço de tudo e tento. Mas depois são todos os momentos assim. O tempo a (não) passar e tudo a ficar sempre (ainda) pior. Eu quero mas não sei se consigo. E é tão difícil querer acreditar quando não há nada que nos mostre que poderá ser possível. E o medo que eu tenho? E o pânico que me assalta? E tudo junto a dar cabo de mim? E tantas histórias que não acontecem como as pessoas queriam? É tudo tão angustiante que já não sei nada. Resta-me pensar que tenho que me agarrar ao 0.0000001% de esperança que ainda sobra. E fazer tudo, até o pino se preciso for, para que este ínfimo pedacinho de irrisória esperança que ainda cá tenho não seja levado também pela escuridão. É tudo o que resta, e quando nem isso restar já aqui escrevi: raios me partam! E me levem, que não quero contar a história. E é sempre o medo. O medo porque tudo pode correr tão mal, mas tão mal, e de tantas maneiras, que não sobra nada.

03
Abr13

Ironias

Manga Meia-Loira

Isto é tão irónico! Nunca estive no centro do mundo como agora. Numa das melhores universidades do mundo. Numa cidade completamente "à Nova Iorque". Num país de Língua Inglesa. Numa rua das pricipais onde as lojas são de Louis Vuitton para cima. Num país que se diz dos melhores reputados do mundo. Nunca estive tanto no centro do mundo. Nunca estive tanto no centro de tudo e daquilo a que todos chamam de oportunidades para a vida. E nunca, mas mesmo nunca como agora, precisei tanto de fugir de um sítio como deste. A quantidade de pessoas que não daria tudo para estar no meu lugar, e eu quero fugir dele. Eu não quero usá-lo nem usufruir dele. Eu daqui e disto não quero nada. Assim como assim, a felicidade e o sucesso somos nós que construímos. No sítio onde somos felizes. E se isso acontecer há-de ser no sítio onde sou feliz. Só assim tudo faz sentido.

Já não me importo para onde vou. Só quero fugir daqui. Fugir daqui e depois o caminho para casa traço-o eu. É irónico. Tanta gente que gostaria de viver isto, e eu só sinto nojo e quero fugir. Mas é verdade. No centro do mundo. Mais longe do meu mundo que nunca.

02
Abr13

Facebook, ou pedaços do que eu sinto lá achados

Manga Meia-Loira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fugir. Desaparecer. Hibernar. Correr. Longe. Acordar noutro dia, noutro tempo. Anestesiar o tempo e as dores e vencê-los. Adormecer e quando tudo estiver no sítio acordar. De uma vez por todas. E viver. Cansaço. Choros. De manhã, à tarde, à noite, e nos espaços entre elas. O amanhã pode ser tarde demais. Suportar tudo estoicamente qual saco de pancada da vida e ultrapassar todos os limites do que promete a força humana. A agudeza da dor da impotência. Da dor da impossibilidade daquilo que se quer. A amargura, a frustração, a acidez, a mágoa.. que ficam. A saturação e o cansaço nos limites do real. Atirar uma bomba ao destino, ou como ironicamente nunca gostei muito de Química. Cãimbras do coração e da alma, da saudade que quer ficar para a festa e (acabar de) arrasar comigo. Fugir. Dasaperecer ou hibernar. Para qualquer lugar, para qualquer tempo, mas fugir. Fugir do agora que mata. Mais rápido que os cigarros. Perdida. Entre tristes e não achados. A dor do que tinha que ter sido diferente. A dor da incerteza. A dor de todas as dores. E todas as feridas de cada dor. Mulltiplicadas por todas as dores. Um dia faço uma lista. Das da alma e das do corpo. E junto as do coração.

02
Abr13

Pesa(delos)

Manga Meia-Loira

O que acontece quando se escreve assim?

"Sometimes I look at me and I still think that it's a movie and in the following minute I wil wake up on my room looking to the garden and realizing that everything was a big and bed nightmare! It can not be real!"

É. Às vezes ainda me é difícil realizar que estou a viver isto.  Que estou a (des)viver nisto. A cada dia que perco. A cada picada que tenho. É tudo tão estúpida e dolorosamente irreal que juro que olho para mim e ainda acho que vou acordar na manhã daquele dia que me destruiu o coração, os desejos, os sonhos, e tudo o que eu era e o que de melhor tinha. E tudo esse(s) dia(s) levou(ram). Não foi preciso o vento vir. Não foi preciso casar com um muçulmano para serem tantos os sarilhos que nem Alá sabe onde acabam.

E agora não, não é só uma história que ouço. Não é só um esgar de pena que me vem à cara. Não é só mais uma história triste. Não. É a história que está a ser sofridamente minha. A que me está a sair da pele e a matar o coração. É a história que me toca bem no fundo do meu ser e me leva tudo. Não é mais uma, não é alguém que nem conheço. Sou eu e os meus e a história diz-me respeito a mim. Não a quero para mim mas ela não se desdiz. Ah desdita! Raios me partam se não sou e se não somos nós que damos cabo de ti antes que dês cabo de nós!

02
Abr13

Juro

Manga Meia-Loira

Juro. Raios me partam. Toda. Raios me partam toda, raios me matem, raios me destruam. Que se isto não vira tudo de uma vez por todas para o lado que tem que ir, quem não quer ficar para contar a (tragédia) história sou eu. Raios me partam, raios me partam toda, se isto antes de 31 de Dezembro não levar uma cambalhota e daquelas e não acabarmos todos onde nos esperam. Raios me partam. Toda se isso não acontecer. Por favor! E nunca cada letra de um pedido teve tanto sentimento em mim. Raios me partam.

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