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Manga Lima

Manga Lima

26
Fev17

Falta

Ju

Há dias em que nos doem os colos que nos faltam. Em que só queremos ser pequeninos e ter aquele círculo de amor e colo que nunca devia faltar. Em que nos doem as saudades. Em que nos dói tudo o que nos falta. Caramba, não devia ser assim mas há dias em que é tão difícil! Dias em que os colos que nos faltam nos fazem desacreditar e duvidar do presente e do futuro. Há dias assim e não há nada a fazer. Resta a certeza de que o sol continuará a nascer todos os dias e entre um dia e outro qualquer poderá acontecer algo de bom. Mas hoje dói.

19
Fev17

Para gravar

Ju

IMG_2888.PNG

Para gravar e guardar. No telemóvel, no caderno, na parede do quarto, num papel no carro, no coração, no cérebro e na alma. Para não esquecer. Ontem, hoje e amanhã. O tempo precisa de tempo. Cada um nós tem caminhos diferentes a percorrer, muitos deles em tempos diferentes, ainda que por vezes se cruzem. Aquilo que para uns se consegue em 5 minutos, para outros pode demorar 5 anos e não tem de haver problema nisso. Cada um tem de ir percorrendo as suas estradas e apreciando as paisagens no entretanto. Nem sempre é fácil esperar, nem sempre é fácil continuar mas temos de prosseguir. Concentrar-nos em quem nos acompanha e vai dando a mão pelo caminho e continuar. O importante é sempre a certeza de que o melhor está (sempre) por vir. [Imagem daqui:https://www.facebook.com/trust.me.lawyer/

17
Fev17

La la land

Ju

O filme é bonito, mas não foi por isso que fiquei conquistada. Aquilo que me marcou foi a reflexão que o filme nos convida a fazer sobre como a história de alguém, ou de duas pessoas, pode acabar de formas tão diferentes. É incrível como "os finais" podem ser tão diferentes e apenas porque a determinada altura do caminho houve um gesto, um pensamento, um dia, uma atitude em que as pessoas, sem terem consciência e de forma involuntária, mudaram o futuro por inteiro. O filme dá-nos um final mas mostra-nos que o final poderia ser outro e, caramba, isso é coisa que, fazendo uma transposição para a vida real, me deixa a pensar sobre aquilo que tenho andado a fazer e que quero fazer. Claro que há a vida, o trabalho, o dia-a-dia, as pessoas que se cruzam connosco, os amigos e todo um mundo que nos acontece todos os dias e não depende de nós. Há também o fado, destino ou o que se quiser chamar e esse pode explicar também muita coisa. Acho que só escrevi isto porque me parece que as pessoas, quando são novas, conseguem ser tão parvas que estragam sempre tudo e estragam sobretudo o amor. E sim, merecem um par de estalos por isso. E depois um dia, e foi isto que mais me tocou, entram num sítio e sem imaginar reencontram-se consigo, com o amor e com o passado e percebem que é tarde demais. Afinal escrevi este texto porque acho que essa deve ser das piores sensações do mundo, fazer asneira no amor e perceber tarde demais... pior ainda quando já há outra(s) pessoa(s) pelo meio que são inocentes e alheias à história.

15
Fev17

Às vezes a tristeza

Ju

Às vezes é só assim uma tristeza que desce pelo peito e me faz olhar em frente sem olhar para nada, fixada no vazio, enquanto vou até ao vidro do café espreitar a noite. Às vezes é só assim uma tristeza de quem não tem nunca os colos que sempre teve e que mais precisava agora. Às vezes é só assim uma tristeza de quem espera que lhe apareça alguém pelo caminho da vida para lhe dar a mão e um novo sentido à existência, e esse alguém nunca mais aparece. Às vezes é só assim uma tristeza que acontece quando me lembro de tudo o que poderia ser e não é. Às vezes é só assim uma tristeza que aparece quando olho para o lado e vejo o resto das pessoas a viver num arco-íris. Às vezes é só assim uma tristeza que deixa o coração vazio e a alma nostálgica entre uma olhadela pelo vidro e uma ida à cozinha. Às vezes é só assim uma tristeza que vem quando me é difícil acreditar que poderá ser diferente, é afinal uma tristeza que me invade quando duvido do regresso final, do amor que quero viver e do sucesso que mereço. Às vezes é assim.

13
Fev17

Voltei, voltei de lá

Ju

Voltei, voltei de lá / Ainda agora estava em Espanha e agora já estou cá [Agora a sério, valeu a pena "fugir" um bocadinho de casa e de tudo. Valeu a pena viver apenas e só no presente durante estes dias, sem pensar no futuro, no que chateia a cabeça e em tudo. Valeu a pena o cansaço físico, o frio e a chuva. Valeu a pena conhecer (quase) tudo, rir e criar memórias. Valeu a pena ainda que as dores de cabeça e do coração não tivessem desaparecido totalmente. Valeu a pena suspender a vida por estes dias e não pensar. Já estava a morrer por voltar para casa, mas foi bom. Agora é acelerar a fundo até ao fim deste ciclo. E que outro(s) melhores comecem entretanto!]

08
Fev17

5 dias fora

Ju

5 dias longe. 5 dias para não pensar na casa, na família, nas aulas, no des(amor) e em tudo o que me martela a alma. 5 dias para respirar fundo e viver, apenas, no presente. Para lavar a alma e o coração e vir com a energia toda para este fim de ciclo. 5 dias para desmemorizar o que chateia e não pensar. 5 dias para sorrir, brincar e conhecer. 5 dias livres em que a vida será já aqui. 5 dias de paz e para a paz. Hasta!

06
Fev17

E se tudo acabasse amanhã?

Ju

Acabei de desligar a videochamada. Amanhã é o primeiro dia do final desta etapa e eles não estão cá, como não estiveram em nenhum dia destes quatro anos. Comecei a lembrar-me do que faria agora se tudo acabasse amanhã, de tudo o que poderia fazer se o mundo ou a vida tivessem as horas contadas. Mandava-os voltar e corria agora para o aeroporto para os esperar com o maior abraço e sorriso do mundo. Escrevia tudo o que senti e sinto por ele num texto, falava de todo o futuro conjunto que já me passou pela cabeça e enviava-lhe: dava tudo para ver a reacção. Ou então pedia para estar com ele, sentava-me no carro com o olhar em frente e começava a falar sem parar. Depois de os receber no aeroporto vínhamos para casa e fazíamos todos uma grande festa em família para celebrar a vida e o amor. Escrevia também um texto para os meus amigos de sempre e para as minhas meninas a falar de cada um e do quanto gosto de cada um por ser como é. Gostava de ver a reacção. Fazia tudo isto sem qualquer problema e não deixava nada por dizer. Assim, a vida corre e vai ditando a passagem do tempo e dos acontecimentos. Assim seja.

05
Fev17

Primeiro dia do resto do semestre

Ju

Amanhã recomeça a vida e volta-se ao auditório. Volta-se aos cadernos, manuais, apontamentos, horários, códigos e estudo e mais estudo. A vida tem sido feita disto nestes últimos anos e isto tem sido uma parte feliz de mim e do meu caminho. Amanhã é o primeiro dia do resto do próximo semestre e é também o primeiro dia do fim desta etapa. Amanhã é o primeiro dia do fim deste ciclo e é para fechar com chave de ouro. Se não é! [Se há uns anos tivesse lido este texto ter-me-ia rido e dito a mim própria que não era possível. Provei a mim e ao mundo que o impossível é uma questão de perspetiva e o final feliz está quase aí. Resistir e acreditar são, afinal, partes de uma equação que tem como resultado um final feliz. E esta equação é para gravar na memória e no coração para o resto da vida.]

05
Fev17

Dançar a dois

Ju

Já foi há dois anos ou mais que formulei esta reflexão. Íamos pela rua e a Joana contava uma história qualquer da vida dela e do medo do amor, falando de como é difícil confiar assim o coração por inteiro a alguém. Pois que eu disse então que o amor é uma dança a dois e que só devemos deixar que nos peguem pela mão e nos levem para a pista se soubermos que nos podemos deixar cair de costas e tivermos a certeza absoluta de que a outra pessoa não nos deixará cair ou sequer chegar perto do chão. E é aí, só nesse ponto em que nos deixamos simplesmente cair com a certeza de que nos vão segurar, que o amor é um lugar seguro. Não sei como se chega a essa certeza ou quanto tempo demora, mas para valer a pena tem de se alcançar esta confiança. Há toda uma série de etapas a percorrer até lá e pequenos testes que tem de ser feitos. No dia em que nos podemos deixar deslizar tendo no nosso par uma segurança que nos ampara sempre, então encontramos um porto-lugar seguro a que podemos chamar de amor com todas as letras. Um dia.

04
Fev17

Respirar fundo

Ju

Podia escrever muita coisa mas não quero. Podia abrir a alma e escrever como, caramba, é possível alguém sentir-se tão condenado a não ser feliz no amor. Caramba, como é possível alguém acreditar tanto que não vai viver um amor para a vida ou sequer uma história de amor. Podia escrever como tanta coisa e tantos cenários me passam pela cabeça entre uma lágrima e outra. Não quero. Podia mas não quero. Tenho que me reservar ao direito de me distrair e de pensar menos. Tenho de me voltar a sentir ocupada entre livros e cadernos, está quase e ainda bem. Tenho de pensar em tudo menos nisto. Tenho de me concentrar no que tenho e concentrar no que tenho apesar de não ter o círculo de amor em que cresci e de que tanto precisava. Tenho de acreditar em mim e em tudo o que tenho de bom. Tenho de acreditar, mais do qualquer coisa, no futuro e no amor. Respirar fundo uma vez, duas vezes, três vezes e lembrar-me de que o que tiver de ser será. A vida será o que tiver de ser. Isto não é fácil, caramba, não é nada fácil. Até lá é ir seguindo caminho pela estrada fora e respirar fundo três vezes sempre que fizer falta. Quem vier por bem será bem recebido e quem quiser descobrir mais também terá permissão. Que as estrelas e anjos nos vão orientando e que o caminho vá sendo tranquilo e bonito em tudo o que tiver de ser. [Sim, não ter o colo dos papás dói todos os dias e em alguns ainda mais e tudo o resto parece ainda mais difícil. São muitos lugares por preencher para um coração só.]

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