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Manga Lima

Manga Lima

22
Jun17

Verão - 2017

Ju

O solstício de verão foi ontem. O ano já vai a meio. Só há bocado consegui realizar isto. E sinto-me a viver no meio de uma indecisão e de várias incertezas que me tem deixado pensativa. Tenho mesmo que saber aquilo que quero fazer, ou por onde quero seguir caminho - e é tão mas tão difícil! Está a ser. De um lado tenho a certeza e a confiança que só permanecer em casa nos permite ter - com um futuro mais incerto, com dúvidas (muitas), com receios, mas com a tranquilidade que só o continuar naquilo que já é nosso dá. Ficar significa saber com aquilo que conto, mas também implica pensar que caminho é que poderei depois seguir... e quando o começo. Do outro lado está experimentar um sítio novo, com pessoas novas e novo ambiente - é ir à aventura e tentar descobrir o que encontro. Com mais certezas de futuro e de caminhos mas, lá está, estando quase em casa não estou propriamente em casa. Significa não saber com o que conto e poder não gostar de nada, significa descobrir sítios, pessoas e coisas. Significa assumir o compromisso de fazer quilómetros e quilómetros incontáveis, aventurar-me naquilo que não é "casa", cair num sítio onde não sei o que vou encontrar e, provavelmente, ter um futuro que sendo - na essência - aquilo que quero, torna menos provável estar tão em casa quanto gostaria. É um cruzamento do qual me está a ser difícil - incrivelmente difícil - sair. E porquê? Porque começo a estar cansada de tanto estudo, porque quero novas coisas, porque preciso infinitamente de outros objetivos e de outras dimensões na vida que não passem pelo eixo "estudo-trabalho", porque quero que a minha vida venha a ser muito mais que trabalho, porque quero que o trabalho seja importante mas seja só uma das coisas importantes entre outras que são prioridade. Porque quero ter tempo para aproveitar as pessoas, porque quero ter tempo para estar em casa no verdadeiro sentido da expressão, porque quero ter fins-de-semana, porque quero ter feriados, porque quero ter serões. Porque quero ter tempo para cheirar a terra e as flores, porque quero ter tempo para olhar a vista da varanda, porque quero ter tempo de ver televisão, porque quero ter tempo para ler, porque quero ter tempo para jantar, porque quero ter tempo para ir ao cinema. Porque quero - desesperadamente - saber que fecho uma porta e tudo o que é trabalho acaba ali. Ficar permite-me estar tão em casa quanto quero mas pode não me permitir ter este tempo. Ir pode permitir-me este tempo (ou não) mas não é estar tão em casa quanto quero. Dramas de uma vida aos 22 anos. Claro que a somar a isto há os dramas do coração teimoso, os dramas da família (e que também me deixam esgotada) e tudo o resto.

18
Jun17

Coração

Ju

É arrancarem-nos o coração inteiro e andarem por aí com ele à solta. É não conseguir mostrar o que se sente. É não ser capaz de dizer o que se sente. É não poder dizer nem mostrar o que se sente. É arrancarem-nos o coração inteiro e andarem por aí com ele à solta. É dói... se dói!

17
Jun17

16 de Junho de 2017, 19:45

Ju

Que quem espera sempre alcance, como hoje. Que insistir, persistir e não desistir dos sonhos seja sempre a previsão da norma cuja estatuição é alcançá-los merecidamente - como hoje. Que nunca nos permitamos menorizar as nossas conquistas, só conseguidas com uma vontade de ferro.. sem sangue mas com muito suor e algumas lágrimas - como hoje. Que tenhamos sempre a simples certeza de que aquilo que tiver de acontecer, acontece mesmo - como hoje. Que este hoje sirva, antes e para lá de qualquer outra coisa, para acreditar - em mim, na vida e no futuro. Que esse acreditar carregado de esperança sempre permaneça.

15
Jun17

Licenciar

Ju

Queira, sôtora Margarida, dar a devida licença aos meninos e deixar de brincar ao "jogo do espera". Já era mais que altura, com o devido respeito. Cá aguardo, ansiosa e pacientemente. Afinal quem espera sempre alcança.

14
Jun17

No último ano - 13/6/2017

Ju

Estava ali na praça, de noite e a ver o fogo, e lembrei-me da forma como a vida se altera no espaço de um ano. Olhei para mim, pensei na Ju de há um ano, e passou-me pelos olhos uma série de situações que há um ano nunca teria imaginado acontecerem. Não, não foi um ano de mudanças nem de surpresas ou acontecimentos inesperados. Não mudei de rotina, de sítios, de casa nem de nada. No entanto, somados os dias, houve muita coisa a acontecer. No último ano: confirmei aquilo que quero continuar a estudar e tornou-se numa certeza; surpreendi-me quando comecei a pensar, naquela segunda-feira de março, em continuar a estudar noutro sítio e noutra cidade; tive e tenho medo dessa mudança mas sei que a quero; fartei-me de estudar e confirmei que o esforço compensa; confirmei sentimentos e dei por mim a sentir coisas novas que me assustam - acho que é uma espécie daquilo a que chamam estar apaixonada - fico baralhada, amedrontada, receosa, confusa, feliz, contente, brilhante, nostálgica, melancólica quando penso nele e em tudo isto; acho, por muito que me doa, que esta coisa que sinto não é racional e por isso não deve tornar-se realidade; sinto-me profundamente desalentada quando raciocino e reconheço que ele é completamente doido e completamente diferente de mim, e isto seria só desastroso e serviria para me magoar; não consegui deixar de querer, todos os dias, que ele me agarrasse e dissesse que sente o mesmo que eu e o medo é só uma barreira a ultrapassar; os meus amigos arranjaram todos namorada e fiquei feliz; ele arranjou namorada e senti-me ainda mais longe de poder viver aquilo que sinto; quis (tantas vezes) ter coragem para falar sobre o que sinto, para ser eu a ter a iniciativa de o abraçar e dizer o "gosto tanto de ti", como ele faz; ouvi-o perguntar no meio de uma estrada qualquer perdida no meio do Oeste português, com o carro cheio de amigos, porque é que não falava do que sentia e fiquei petrificada da cabeça aos pés; criei uma mensagem de aniversário satírica que ainda hoje me faz rir e que o surpreendeu; tive um jantar de natal especial e memorável com momentos é uma foto que ficará para a história; percebi mais claramente que não lhe sou indiferente e que há algo em mim que mexe com ele; percebi também que há algo nele que, no fundo, o faz pensar em mim como mais do que uma amiga e que ele se preocupa mais com o facto de eu poder ter alguém do que eu; quis estar com ele mais do que aquilo que estive; quis falar com ele mais do que aquilo que falei; disseram-me que há nele uma mistura de sentimentos mas que ele tem interesse em mim - sei que é verdade; ouvi ainda que estamos os dois errados, o que também é verdade; estou quase decidida a continuar a estudar noutro sítio e noutra cidade e tenho medo porque vai ser uma aventura, mas quero; tenho todos os dias um medo devastador de um dia me arrepender de não lhe dizer o que sinto e não sei o que fazer quanto a isso - ou sei, se nada mudar não vou fazer nada.

14
Jun17

Santo António - sobre ontem

Ju

Santo casamenteiro, não tenho quadras e a poesia não é o meu forte, mas de ti espero que tomes bem conta deste coração. Que o protejas, cuides e apenas deixes que seja conquistado por quem merecer. Para o ano há mais festa :)

11
Jun17

Biba

Ju

Biba às amigas, Biba à praia, Biba ao verão que está a chegar e Biba a tudo o que é bom. Biba hoje e sempre. [Ainda que tudo esteja sempre tão presente. Ainda que chegar a casa seja também fazer três vezes a mesma pergunta - como é que é possível gostar tanto e ter tantas saudades assim?!]

09
Jun17

Respostas - 2

Ju

E pronto, como eu esperava nada de novo. Aquilo que eu já estava à espera de ouvir e já sabia. O riso quando ouvi falar de mim e da minha forma de ser, de forma tão autêntica. A mistura de sentimentos e de dúvidas, a inconstância, o medo e a loucura... e afinal estamos os dois errados. A culpa é (também) do 8, afinal. [Soubesse o meu caro as saudades que eu tenho de estar consigo, e o difícil que é não ser capaz de me sentar ao seu lado e despejar para cima de si tudo o que sinto. O difícil que é não ser capaz de me atirar de cabeça e deixar levar. Sim, por mais estupefacto que o pudesse deixar, era mesmo isso que eu faria agora. Não fosse o medo, o respeito pelos meus sentimentos e pelos seus, a necessidade de protecção, o receio de magoar o coração de forma incurável, as inseguranças, as incertezas, as dúvidas e tudo o resto. Saiba também, meu caro, que se gelo por todos os lados e não sou capaz de abrir a boca quando me diz certas coisas é só por medo. Não duvide nunca daquilo que o meu sorriso e olhar lhe dizem, nem ache nunca que as mulheres são estranhas e eu ainda mais. Nada disso... é só mesmo medo. Saiba que é só mesmo por medo e nada mais do que medo. Os medos curam-se com segurança e persistência... vá por aí, vá por aí que poderemos lá chegar.]

08
Jun17

Respostas

Ju

Não sei o que vou ouvir, não sei o que quero ouvir mas sei que preciso de respostas. Preciso de saber, pelo menos, que as tentei encontrar. Preciso de ter essa tranquilidade de quem tentou, ao menos. E por isso hoje liguei. Era hora de almoço e a hora de almoço dói. Tinha vontade de atirar tudo pelo ar e tive que respirar fundo várias vezes para me acalmar. E liguei. Liguei porque tinha que ligar e porque preciso de respostas. Amanhã lá as terei.. sejam boas ou más, sejam aquilo que espero ou não, sejam muitas ou poucas, certa ou vagas. Preciso de descobrir o caminho que quero traçar, ou confirmar caminhos. Preciso de saber qual a possibilidade do regresso. Preciso de saber o que se passa no coração de uma certa pessoa. Preciso de saber o que se passará com o meu coração. Preciso que alguém me diga que não estou a fazer tudo mal, ou que me diga que há algo de bom... acima de tudo preciso que alguém me confirme certos sentimentos e sensações.

08
Jun17

Fátima (sobre ontem)

Ju

Estava calor, muito calor. Calmo e pouca gente. E então ajoelhei-me e, rezando, agradeci e pedi. Pedi e agradeci e voltei a pedir e a agradecer. Falei de tudo o que já passou e de tudo o que preciso que aconteça. Falei de passado. futuro e presente. Falei de família, de escolhas, de percursos, de estudar, de amor, de esperança, de desejos, de planos e de tudo o que me lembrei e quis falar. Falei do quanto quero o regresso deles, do quanto preciso desse círculo de luz, amor e família. Falei do quanto preciso de descobrir o caminho que quero traçar e por onde o quero traçar. Falei do quanto gostava de dar uma nova dimensão de amor à vida, e do quanto me custa pensar que pode ser por falta de coragem que não estou a viver aquilo que tanto quero. Falei do quanto quero que o contrato de compra e venda de mudança de vida aconteça. E agradeci mil vezes tudo. Agradeci a força, a coragem, a determinação, a família, os amigos e tudo o resto. Prometi voltar.. sei que quero e vou voltar. Seja quando for, seja com quem for... e este seja com quem for só eu sei o que significa. Estava calor, valeu a pena e é para voltar. Quem sabe no inverno. Quem sabe...

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