Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Manga Lima

Manga Lima

31
Out17

Outubro que foi

Ju

Outubro foi ter o coração todos os dias a viver num turbilhão, a subir e descer montanhas de lágrimas e risos, de mágoas e esperanças, de frustrações e de sonhos. Outubro foi parar, parar muito, e ter o cérebro a vaguear entre o passado e o futuro. Foi uma espécie de vida em suspenso e coração ao alto.. mãos ao ar como se as emoções nos assaltassem. Outubro foi recuar quatro anos no tempo, voltar àquele outono ainda que de forma diferente e (re)aninhar-me em mim e na necessidade premente de paz e amor. Outubro foi voltar a querer tê-los por perto à força toda, voltar a ter a certeza de que preciso deles aqui e agora, onde a vida e as mudanças doem. Outubro foi bater de frente em emoções profundas, chocar a alta velocidade com elas, e não saber por onde seguir ou o que fazer com elas. Outubro foi também voltar a precisar de me sentar à frente dela para (re)equilibrar pensamentos, sentimentos, emoções e projecções. Outubro foi ainda procurar respostas onde nem tudo tem explicação científica e sair a sorrir, ainda que com dúvidas e medo. Outubro foi-se, entre um tempo que já passou e outro que há-de chegar mais ainda não veio. Que nos reste a tranquilidade de saber que enquanto houver estrada para andar a gente vai continuar.

28
Out17

Respirar fundo

Ju

Às vezes a vida precisa de (e pede-nos) paciência. Precisa que sejamos capazes de respirar fundo três vezes (ou as que preciso forem) e continuemos, haja o que houver. Precisa que nos relembremos do que nos faz seguir em frente: da infância cheia de luz e amor que tivemos, dos nossos colos e portos de abrigo (ainda que longe) e de muito mais. Precisa que respiremos fundo e vamos buscar forças às boas memórias que temos, por exemplo à Amorosa ou ao Bib. Precisa que nos projetemos no futuro, a voltar a percorrer a avenida do Bib ou as ruas da Amorosa de sorriso genuíno no rosto. O Verão (sempre) voltará. Precisa que nos projetemos, sempre, no regresso final deles e em todas as partilhas, planos, sonhos e projetos deles. Precisa que nos concentremos no futuro ainda mais longínquo, para lá do próximo ano, e em todos os planos e sonhos que temos para esse futuro distante mas tão nosso. Precisa que nos concentremos na esperança de que o amor se torne, seja qual for o caminho, um lugar tranquilo, sossegado e bonito. Ainda que o agora seja confuso, ainda que seja grande a vontade de trocar tudo para poder tê-los perto, ainda que seja grande a vontade de fugir já para a Amorosa ou para o Bib ou para o próximo Verão. Ainda que isso pareça tão distante, ainda que haja tanto a fazer (e viver e suportar) até lá. A vida às vezes precisa de paciência quando nós mais queríamos correr e agarrar tudo num só sopro. É uma prova de ferro. Que o Verão seja já aqui. (E que até lá os sonhos não nos traiam e nós não traiamos a nossa cama, o nosso sono e os nosso sonhos. Como ensina Augusto Curry.)

27
Out17

A vida em música(s)

Ju

Uma pessoa tem um dia do demónio. Zanga-se com todo o mundo, discute, desilude-se com os professores, com o curso, com os trabalhos, pensa no amor que parece sempre (tão) longe demais, pensa na família sempre tão longe, pensa nos abraços que faltam, está cansada, apanha trânsito, chega tardíssimo a casa e antes de chegar ouve isto. Ouve isto e por momentos o tempo pára um bocadinho e a vida fica mais leve. E lembra-se daquela frase de Fernando Pessoa que diz que só de ouvir o vento passar valeu a pena ter nascido. Foi quase isso que senti. E foi momentaneamente tão bom!

 

24
Out17

Hoje

Ju

Hoje vou voltar a sentar-me em frente dela, como naqueles fins de dia de inverno de há quatro anos. E quero falar de passado, presente e futuro, de medos, sonhos e desejos, de tristezas e de paixões. Quero falar sem filtros, receios ou reticências. Só falar. Amanhã há mais. E a vida far-se-á a ela própria.

17
Out17

Parabéns, mãe

Ju

Parabéns, mãe, e feliz novo ano. Ainda que não poder estar contigo neste dia me deixe de coração vazio, só quero que continues a sorrir e a ser feliz à distância que a vida nos impõe. Que possamos voltar a dar significado a este dia e o possamos passar juntas. É só isto. Tão simples e tão difícil. Havemos de lá chegar.

15
Out17

5 anos - 15/10/2012

Ju

São 5 anos. 5 anos a ter uma parte da vida e do coração do outro lado do oceano. 5 anos a ser filha e irmã à distância e a ter o colo do pai e da mãe demasiado longe. Todas as palavras são poucas e todas as marcas da ausência são muitas. Eles hão-de encontrar o caminho de volta e eu hei-de ter essa tranquilidade e proximidade tão desejada. Porque eu quero e mereço e eles querem e merecem.

11
Out17

A vida a acontecer

Ju

Ir de um velório para uma festa de aniversário. Nada mais do que a vida a acontecer. E saber que a vida é para se celebrar, independentemente de tudo o resto. Mesmo em fases em que as angústias nos vão embrulhando o estômago e tirando a fome.

09
Out17

Dias pouco (nada?) bons

Ju

Hoje, quatro anos e milhentas vezes depois de ter feito aquele caminho, voltei a lembrar-me do estado emocional em que o fazia na altura. Voltei, por momentos, a recordar o carro que conduzia na altura e o seu conta-quilómetros. Voltei a recordar-me, particularmente, das quintas-feiras daquela altura. De como saía às 20h e tinha pressa de vir para casa, ou de fugir para casa. Daquela quinta-feira, das primeiras, que foi tão má. Da outra em que bati com o carro. Hoje voltei, em flashbacks, àquele Outono de 2013. E foi tudo menos bom. Aliás hoje foi tudo menos um dia bom.

04
Out17

Do (des)amor

Ju

Um dia o meu coração vai saltar, como se estivesse a subir e a descer uma montanha russa, e isso vai ser bom e eu não vou ter medo. Um dia o meu coração vai saltar e isso não me vai deixar profundamente triste, apática e assustada. Um dia vou passar pela pessoa que me ocupar no coração na estrada e isso não me deixar tonta. Um dia o coração vai subir e descer a montanha russa e isso vai me fazer sorrir e deixar feliz. Um dia o coração vai estar nas mãos de alguém que não é impossível. Um dia o coração vai andar à roda e isso não me vai tirar a fome nem fazer desacreditar do amor e do futuro. Um dia o meu coração vai pertencer a alguém que me vai fazer sentir feliz quando ele subir e descer montanhas russas, a alguém que quando passar por mim na estrada me vai deixar feliz e não a tremer, a alguém que não me vai fazer perder o apetite. Um dia esse alguém chegará e, aí, tudo o que me assusta será motivo de felicidade porque o amor vai ser possível e real. [Sim, agora queria muito - assim mesmo muito - que estivesses bem longe daqui e que não nos voltássemos a ver ou a falar. Não dá, e tenho pena. Resta-me esperar e tentar desligar-me da forma que conseguir.]

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D