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Manga Lima

Manga Lima

22
Fev18

Fevereiro - parte III

Ju

Receber o prémio e sorrir, sorrir muito e viver e estar no momento. A solenidade e a importância e reconhecimento devidos a quem tem mérito e valor. O almoço bom. As lágrimas pela distância dos meus pais e a angústia disso e do (des?)amor que não se resolve. A consulta de terça. O jornal. O Bom Jesus. A praia de Ofir. Sol e sorrisos. A presença sempre constante dos caminhos do (des)amor e ele a fazer-se presente tocando-me nos pontos fracos. Eu sem saber, sem saber nada e sem saber se devo cortar e ignorar ou se devo sorrir, criar conversa e incentivar. Não sei mesmo. O dia de hoje e as boas conversas de amigas. As aulas amanhã. O cinema. O cinema sábado. E eu sem saber o que fazer com ele. Apareço, não vou e deixo dúvidas, apareço e sorrio ou apareço e corto conversa se ele quiser criar tema? Dramas que já duram há mais tempo que o que deviam. Respostas e caminhos aguardam-se. Até lá vou tentando seguir a razão e o coração, tentando um equilíbrio que me tem sido tão difícil. Terei sempre um anjo da guarda para me fazer chegar sempre onde me esperam... assim seja. 

15
Fev18

Sobre Fevereiro

Ju

Fui comer um crepe com vista sobre a cidade. Sentei-me na igreja e pensei e falei e voltei a pensar e a falar e a pedir caminhos e respostas. Tive consultas. Saí à noite duas vezes, e que bom que foi. Jantei no italiano. Comi batatas e hambúrgueres e porcarias sempre que quis e consegui. Não estava preparada para aquilo que ele fez sábado. Sentei-me na varanda a chorar e escrevi umas linhas sobre isso. Foi a primeira vez que tive plena consciência de que não consigo - é humanamente impossível - continuar a agir como se nada se passasse. Quis - quero? - muito cortar com ele e desligar-me dele e de tudo o que ele já me disse e fez. Acho, felizmente, que o valor que ele tinha para mim desceu e muito naquele momento da tarde de sábado. Fui tomar café. Tive uma conversa épica com os meus amigos, no chat, às três e meia da manhã (e ele, o que terá sentido?). E agora? Siga começar as aulas e siga para Guimarães este fim-de-semana. Quero viver, sentir, estar e sorrir para além de todas as desilusões dos últimos tempos. Para além da distância dos meus, para além da decepção que ele representa cada vez mais. Para além da decepção que este mestrado me deu. Quero viver, sentir e sorrir. Quero estar e ir onde eu quiser e onde me quiserem. Quero seguir sorrido. Ainda que doa, que dói e não é pouco. 

08
Fev18

Destes dias de Fevereiro

Ju

Recebi a carta do prémio sábado. Fiquei feliz mas entre o riso e as lágrimas, num misto de felicidade pelo que de tão bom já fiz e de tristeza e descrença por não imaginar ser possível sentir-me tão desiludida e desanimada como me tenho sentido naquela universidade. Como se pode ser tão triste num sítio onde já se foi tão mas tão feliz? Falar mais sobre os últimos dias é falar de calma mas de uma calma que vem com tristeza, nostalgia, descrença, falta de fé e de esperança. É falar de sentimentos e emoções que me deixam exausta e sem espaço para mais nada. É falar de tudo o que penso, imagino, sinto, espero, desejo e tenho medo. É falar de um semestre que está para chegar no qual não consigo depositar muitas esperanças. É falar dos meus pais, da falta indescritível que me fazem, do quanto isso me tira força, fé, suporte e energia e do quanto isso me faz sentir zangada com eles. É falar da conversa que tive domingo e da raiva que sinto por não conseguir transmitir o que sinto e por não me sentir compreendida. É falar de milhões e milhões de emoções que a vida não me deixa ignorar. É falar da tentativa que faço, todos os dias, para acreditar que poderei voltar a ser filha e irmã. Da tentativa que faço todos os dias, para acreditar que o sol voltará a brilhar em mim. Da tentativa que faço, todos dias, para acreditar que a vida me tem uma pessoa reservada que me vai entregar em forma de amor. Da tentativa que faço, todos os dias, para não desistir da paz que quero e dos sonhos que me fazem respirar.

07
Fev18

A ti. Sobre (des)amor e paixão.

Ju

Pudesse eu falar e dizer o que sinto. Pudesse eu falar e dizer o que me dói. Pudesse eu falar, tão só falar, e levavas um estalo e um beijo. É isto. Até que passe, ou até que eu me passe, ou até que tu faças passar, só desejo justiça. Não poderia ser de outra forma, só desejo que a vida seja justa e te perturbe com isto tanto quanto me tens perturbado sem imaginares. Assim uma perturbação que dói, como se rasgasse a pele, e que acelera o coração e a mente e o corpo, numa angústia que faz parar a respiração. Uma perturbação que não dá espaço, está em todo o lado e é implacável. Essa perturbação é só por causa do "se": se um dia me arrepender de não ter tentado, se um dia me arrepender de não ter falado, se um dia me arrepender de não ter tido três segundos de insanidade, se um dia me arrepender de não ter forçado (por mais que deteste esta palavra e o amor não combine com ela). Tudo se resume ao "se" e não há dor maior que essa: se daqui a cinco ou dez anos olhar para isto tenho de ter a tranquilidade e a certeza de que não foi por mim que isto não aconteceu, foi porque tu não quiseste. Não vou conseguir viver em paz se não for assim. E sabes? Tu é que estás a fazer a escolha não fazendo nada. Tu é que estás a fazer a tua escolha deixando que tudo continue como está. Tu é que estás a escolher ficar com os "se". Porque eu hei-de ter para sempre a consciência tranquila de que tu, não fazendo nada, fizeste a tua escolha. Tu hás-de, daqui a cinco ou dez anos, entrar em casa e perguntares-te a ti próprio todos os dias "e se fosse ela?". Eu vou sobreviver e ultrapassar isto, ficando completamente  tranquila quanto a este assunto. Vou ser de quem me merecer. Tu darás voltas e voltas a pensar porque não tentaste. Sabes o que te desejo, hoje e para sempre se isto acabar assim? Aquilo que li nesta música: "Mas agora eu não tô a conseguir
Vê-la deitada na minha cama
E eu a pensar em ti
Essa realidade é maior do que a ficção"
 
Aqui e agora, depois deste dia difícil, é assim que vejo isto.

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