Sobre Fevereiro
Fui comer um crepe com vista sobre a cidade. Sentei-me na igreja e pensei e falei e voltei a pensar e a falar e a pedir caminhos e respostas. Tive consultas. Saí à noite duas vezes, e que bom que foi. Jantei no italiano. Comi batatas e hambúrgueres e porcarias sempre que quis e consegui. Não estava preparada para aquilo que ele fez sábado. Sentei-me na varanda a chorar e escrevi umas linhas sobre isso. Foi a primeira vez que tive plena consciência de que não consigo - é humanamente impossível - continuar a agir como se nada se passasse. Quis - quero? - muito cortar com ele e desligar-me dele e de tudo o que ele já me disse e fez. Acho, felizmente, que o valor que ele tinha para mim desceu e muito naquele momento da tarde de sábado. Fui tomar café. Tive uma conversa épica com os meus amigos, no chat, às três e meia da manhã (e ele, o que terá sentido?). E agora? Siga começar as aulas e siga para Guimarães este fim-de-semana. Quero viver, sentir, estar e sorrir para além de todas as desilusões dos últimos tempos. Para além da distância dos meus, para além da decepção que ele representa cada vez mais. Para além da decepção que este mestrado me deu. Quero viver, sentir e sorrir. Quero estar e ir onde eu quiser e onde me quiserem. Quero seguir sorrido. Ainda que doa, que dói e não é pouco.
