A semana passada fui parar a Budapeste. Fui à boleia de uns ciclos de conferências entre países europeus nos quais a minha universidade participa e foi bom. Fui com colegas de curso que já conhecia e a professora que nos convidou apareceu depois. Foi bonito e foi bom. A cidade é um postal vivo, sobretudo ao anoitecer quando as luzes ligam mas o céu ainda está azul. Fizemos um percurso de barco pelo Danúbio a essa hora e foi um momento lindo, lindo, mas mesmo lindo (não fosse o frio e o vento.. e era perfeito). O hotel era razoável, a comida é péssima em todo o lado (valha-nos os restaurantes italianos, salvadores de todas as horas, e os hambúrgueres dos McDonald's desta vida) e as pessoas não são propriamente hospitaleiras ou simpáticas. Não tivemos muito tempo, mas deu para ver o essencial. Fiquei absolutamente rendida à Ponte da Liberdade e à Ponte dos Leões, ao Parlamento e ao Castelo. A vista ao entardecer, sobretudo pelo rio, é algo de sublime. Fomos em grupo e num ambiente académico, mas a cidade a dois deve proporcionar momentos incríveis e inesquecíveis. Namorar por entre aquelas paisagens ao longo do rio deve ser lindo. Por isso sim, se ignorarmos a comida vale mesmo a pena (mas mesmo muito a pena). Claro que eu, sendo como sou, não saía de lá sem uma história para contar. E vai daí, num dos dias em que fui lavar o cabelo inundei a casa de banho. Inundei mesmo a sério, com a água a passar para o quarto e a manchar e molhar um pedaço enorme de alcatifa. Pronto, para a lista do "Eu já" posso acrescentar que "Eu já inundei uma casa de banho num hotel em Budapeste". E à noite estava um frio assim muito frio mesmo, por isso também recomendo ir numa época mais amena. E foi isto.. Março acabou em Budapeste. Agora é voltar à vidinha que a tese não se faz sozinha (oh pá, até rima).