Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Manga Lima

Manga Lima

30
Jul19

Princípios felizes

Manga Meia-Loira

Nada me tem doído mais nos últimos meses, ou nos últimos dois anos, do que ver a vida parada sempre nas mesmas estações. Nada me tem custado mais do que ver a vida presa no mesmo (des)amor, do que ver a obra a avançar tãoooo lentamente, do que ver os meus pais a querer voltar e essa decisão a ser adiada e adiada e adiada. Cada vez me tem sido mais díficil passar a mesma porta branca e o mesmo portão verde e constatar que os dias passam, os anos passam e nada muda. Na minha cabeça e no meu coração as dores vão sendo as mesmas porque o contexto não muda. (E logo eu, que nestes vinte e alguns anos de vida sempre fui tão avessa a mudanças).

 

2019 chegou e parece-me que está a ser o ano das mudanças felizes. Começou com a venda do apartamento (tão bom!), continou com uma conversa que me ajudou a arrumar o coração e as dores do amor (e a desejar muito encontrar um amor verdadeiro), prosseguiu com o avanço das obras e trouxe o meu pai até cá. Nos últimos dias terminei a primeira versão da tese, vi começarem a fazer o telhado da obra, conclui o negócio do apartamento e.... e à partida vamos mesmo arrendar o café, que é só assim um desejo profundo de há alguns anos.

 

Os 25 chegam daqui a pouco e trarão mudanças. Muitas mudanças e mudanças felizes. E das boas. Acima de tudo mudanças sonhadas. Os 25 já vão acontecer noutro(s) lugar(es) e hão-de ser muito felizes. Os 25 hão-de ser o materializar dos sonhos guardados ao longo destes sete anos.

2019 está a ser pródigo em fazer-me fechar os caminhos já percorridos e marcados e em abrir novos caminhos cheios de luz, de futuro, de sonho e de esperança. 2019 está a ser o que eu mais quero na vida: o princípio feliz de (alguma) muita coisa. Se o que resta é sempre o princípio feliz de alguma coisa... então este 2019 e os 25 serão o princípio feliz de muita coisa.

27
Jul19

Rei Leão - Hakuna Matata

Manga Meia-Loira

Ontem fui ver o Rei Leão ao cinema e adorei tanto! Não tinha visto o original (mea culpa) e adorei de paixão o filme. Claro que eu já conhecia o diálogo e a música do Hakuna Matata, mas ontem voltei a lembrar-me de como isso é importante. E ali, no momento em que o Timon e o Pumba explicam ao Simba que "coisas más acontecem" e às vezes (tantas vezes) não podemos fazer nada contra isso, por isso não nos devemos preocupar, eu percebi claramente que a minha vida tem sido, também, uma lição sobre isso.

Quando alguém é tão exigente, tão disciplinada e tão rígida, e quando sente necessidade de controlar aquilo que se passa na sua vida, é demasiado díficil perceber e entender que esta á a mais pura das verdades: coisas más acontecem e, muitas vezes, não podemos fazer nada contra isso. Eu cresci a acreditar, de forma quase absoluta, que se eu fosse correta e fizesse sempre o que estava certo (e cumprisse com tudo o que me competia), então seria sempre muito feliz e teria uma vida bonita, colorida e tranquila. Ah-ah-ah. Sim, eu era a pessoa que achava que quem tem problemas e sofre.. tem sempre alguma responsabilidade nisso. Pois, só que eu cresci e já percebi que não é assim. De maneira que a minha vida tem sido, em muitas coisas, uma aprendizagem sobre isto de não nos preocuparmos porque coisas más acontecem, e não está no nosso controlo impedi-las. 

Hakuna Matata. 

Não é nada fácil (nada mesmo) interiorizar isto, sobretudo com esta personalidade que tenho, mas... é uma aprendizagem e algo que eu acho que se treina.

25
Jul19

Sobre hoje. Sobre a vida em 7 anos.

Manga Meia-Loira

Amanhã faz sete anos que vi o chão e o céu abrirem-se-me à frente, e que vi a minha vida inteira desabar no tempo de um fósforo. Não, ninguém ficou doente nem me morreu ninguém, mas foi naquele espaço de segundos em que eles me disseram que iam embora que eu percebi que a vida como eu a tinha vivido e conhecido até então acabava ali. Que a vida de sonho que eu sempre tinha tido - e, pior, a vida que estava por vir com que eu tanto tinha sonhado - acabava ali.

Já escrevi muito sobre tudo o que se seguiu, mas pelo meio sofri, cresci, aprendi, lutei desalmadamente por mim e pelos sonhos que consegui manter vivos, fiz o curso, estou a terminar o percurso universitário, estou a estagiar... tudo dentro do normal. Eles continuam lá e eu continuo à espera de os ter aqui: desde sempre e como sempre.

Mas não era isto que eu queria concluir. Amanhã faz sete anos desde aquela manhã que foi um rasgão no meu coração e na minha vida mas amanhã é um novo dia. Amanhã assino a escritura do apartamento que tanto queria e por que tanto esperei desde janeiro. Amanhã espero avançar nas negociações do café para chegar a acordo e todo um novo ciclo se iniciará com isso. Amanhã será dado um novo passo nas obras. Amanhã saio da escritura com uma assinatura que vale mais que o que eu imagino para os meus pais. Ontem terminei a primeira versão da minha tese. Hoje fiz uma visita que pode resultar numa negociação sonhada. Hoje submeti a minha candidatura a um lugar que quero muito, mas mesmo muito, que seja meu. Amanhã completam-se sete anos daquele início deste ciclo. Amanhã começamos, assim o espero e quero, um novo ciclo que vem trazer luz e fechar a porta destes sete anos de escuridão.

A vida faz-se em ciclos de sete anos? Afinal parece que sim. Amanhã lembrar-me-ei disso e acreditarei que sim. Amanhã batemos a porta destes sete anos e seguimos ao encontro da luz e do sonho. Quão irónica, às vezes, a vida (não) consegue ser! 

E se o que resta é sempre o princípio feliz de alguma coisa, então que este 2019 e estes dias sejam o princípio feliz de muita coisa.

25
Jul19

Na vida como no amor

Manga Meia-Loira

Hoje encontrei isto aqui. Fiquei pasmada e a primeira coisa que me ocorreu logo, assim de imediato, é que isto se aplica a tudo. Na vida como no amor, "O que resta é sempre o princípio feliz de alguma coisa". 2019 tem sido uma pequenina amostra disto. Só queria, de coração, chegar ao fim e sentir (e saber) bem dentro de mim que 2019 se resumiu a isto. Só quero que 2019 seja isto. Na vida como no amor, ou no amor como na vida (para soar melhor), que 2019 fique para sempre como o princípio feliz de alguma coisa. De muita coisa até... se o sonho comanda a vida, então que seja o princípio feliz de muita coisa. 

Nenhuma descrição de foto disponível.

24
Jul19

Quando o orientador nos elogia - Da saga “A meia-loira escreve a tese”

Manga Meia-Loira

É verdade que, no meio desta saga, o orientador já me deu na cabeça: sobretudo porque faço demasiadas citações, e porque essas citações são muitas vezes (ou são de forma contínua) da mesma obra. Há obras de referência que eu não consigo contornar, e por isso cito-as por todo o lado, e não consigo também misturar autores (falo sempre do que cada um diz separadamente), o que é uma insistência dele, e também insisti (na minha santa inocência de quem faz uma tese pela primeira - e talvez última - vez) em fazer citações por dá cá aquela palha. O normal para quem nunca fez e uma tese e para quem quer muito que o seu trabalho esteja cientificamente suportado em fontes fidedignas. Sou uma picuinhas e, por isso, levo e vou levar com um “Ah, porque assim o texto é como se deixasse de ser seu”.

 

Ultrapassando isto, sucede que o orientador, no meio de um e-mail com correções, diz o seguinte “Uma última nota para lhe dar conta da boa qualidade da redação da sua tese, o que é muito importante num trabalho académico desta natureza e já vem sendo algo raro”. E pronto, caiu-me tudo! Eu sei que escrevo bem (sim, eu sei que sim), mas nem me considero assim um supra sumo. Gosto de escrever de forma clara e correta, e faço disso um ponto de honra, sendo que sinto os erros ortográficos, sobretudo aqueles crassos, como facadas no coração ou como coisas que me dão enjoos. Sabendo que escrevo bem, confesso que um elogio destes vindo de quem é uma referência e tem um doutoramento foi uma espécie de impulso no ego. Raios, eu até poderia não valer nada... mas pelo menos escrevo bem. E isso é um dos elogios mais bonitos que me podem fazer! Eu dou mesmo muito valor a este tipo de elogios... e ele foi a pessoa com maior autoridade científica que eu tive até hoje a elogiar-me a escrita. Pronto! Já tenho o ego suficientemente lá em cima... agora é continuar a trabalhar.

22
Jul19

A meia loira escreve a tese #9

Manga Meia-Loira

Calor. Muito calor. Calor e uma tese. Calor, uma tese e um orientador que demora e demora e demora a responder e a corrigir o que lhe envio. Não está fácil mas estamos na luta. Como sempre e porque não poderia ser de outra maneira. Até 31 de outubro tem de estar entregue. Aconteça o que acontecer.... nem que eu tenha de ir dormir para a porta do gabinete do orientador. Nem que eu tenha que deixar de dormir. Ah-ha-ha.

Vendo bem, falta-me acabar de escrever o ponto que estou a tratar. Falta-me acrescentar mais algumas coisas de um livro e do projeto. Falta-me tratar da introdução e das conclusões.  Depois corrigir tudo.. sendo que preciso que o querido orientador me envie as críticas e correções. Depois falta-me tratar do índice e do abstract. A seguir vem a capa e a formatação (recuso-me a ser eu... eu escrevi tudo e já fui muito para além do que achava possível, terei de arranjar alguém ou alguma empresa que trate disso). E depois... depois vem os agradecimentos e A ENTREGA! Ah-ah-ah. Estamos no countdown... no máximo, faltam 3 meses e uma semana.

21
Jul19

Voltar a sítios onde já fomos (in)felizes

Manga Meia-Loira

O verão passado foi dos períodos mais díficeis da minha vida a nível emocional. Não que este esteja a ser muito feliz, ou que os anteriores o tenham sido, que não foram, mas o último verão foi doloroso. Foi mesmo daqueles períodos em que só olhamos para o céu e pedimos à vida, a Deus e a quem mais nos lembrarmos para sobreviver e respirar, por entre tudo o que nos dói. Desde que os meus foram embora para outro país que o verão deixou de ser completo ou muito feliz, mas na verdade, depois disso, tive verões dos quais guardo memórias bonitas. O último verão foi o mais díficil da minha vida: estava num tal estado emocional miserável que largava a chorar do nada constantemente, mesmo quando tive os meus aqui de férias (e mesmo com psicoterapia e mesmo com tudo o que me era possível fazer para melhorar). Entre a ausência dos meus e um desamor que tanto era amor, como já era desamor, como não era nada, como voltava a ser tudo outra vez, estava desfeita. Ainda assim, e como sempre, obriguei-me, dentro do possível, a fazer tudo normalmente. E por isso saí à noite algumas vezes para o Mira. O Mira é um bar/discoteca muito bom e eu gosto muito de lá estar porque é ao ar livre. Entre essas saídas, senti de tudo: tive noites em que entrei lá emocionalmente desfeita e saí exatamente igual, tive noites em que entrei lá a sentir-me miserável e saí feliz e a sorrir, tive momentos muito bonitos lá, como tive momentos em que não conseguia "respirar". Ontem voltei lá pela primeira vez este ano. Não sabia como ia ser: estava muito feliz por ir mas não sabia. Foi bom, foi bonito, foi leve, foi feliz... foi uma experiência feliz ter ido lá. E dei por mim a pensar, a meio da noite, em como tive momentos bons mas também momentos e noites em que me senti extremamente infeliz lá. Mas foi bom voltar. E foi ainda melhor lembrar-me de como, apesar de tudo e para lá de tudo, me sinto mais tranquila este ano. Não sei se devemos voltar aos sítios onde já fomos felizes ou onde já fomos infelizes.. mas eu voltei e fui feliz :) 

16
Jul19

Sim, vou (mesmo) muito ser este tipo de namorada

Manga Meia-Loira

Uma pessoa nunca sabe que tipo de namorada vai ser até ter uma relação.... e uma pessoa também não sabe que género de namorado vai encontrar. Não tendo eu uma relação séria, quando tiver será tudo novidade e eu não faço ideia de como vou lidar com as questões que surgirem. No entanto, sei, até pelo que vejo das relações dos meus amigos, que não quero ser nunca uma namorada dramática (ahahah, vamos a ver), que não quero fazer filmes sem sentido e muito menos cenas de ciúmes, que não quero nunca que os outros percebam ou estejam dentro dos problemas da relação... basicamente quero ser racional, tranquila e equilibrada. Também sei que não tenho qualquer tipo de capacidade para flertar, para brincar, para jogos de sedução, para amizades coloridas que não são amor nem amizade. E sim, sou mesmo aquele tipo de pessoa conversa muito e sobre muita coisa, que ri perdidamente de certos memes, que às vezes salta de um assunto para outro quando se entusiasma... e pronto, vai ser muito isto. Ai vai vai. 

A imagem pode conter: 1 pessoa, texto

13
Jul19

Ouvi bem?

Manga Meia-Loira

Às vezes ouvimos mensagens tão bonitas, tão luminosas, tão carregadas de vida, amor, luz e alegria que nem conseguimos acreditar. Ficamos ali a voar entre a realidade e o sonho. São frases que nos abrem a bom abrir a porta da esperança sem aviso e de uma forma que nos deixa a sorrir (e a sonhar) de orelha a orelha.

São (ainda) possibilidades, são projeções, são ventos e sóis que ainda estarão por vir.

Mas é tudo o que de mais belo e sonhado eu poderia ter ouvido.

Mas é, o amor é o que nos salva(rá) sempre. 

 

11
Jul19

A meia loira escreve a tese #9

Manga Meia-Loira

Pois que FINALMENTE o meu orientador conseguiu reunir comigo. Tenho naturalmente alguns acertos e correções a fazer, para além da parte que ainda me falta escrever, mas não foi o drama que eu cheguei a imaginar. Confesso que estive perto de achar que ele me ia dizer que não respondeu porque o que eu fiz não era válido, ou não era passível de fazer parte de uma tese, ou algo assim. Não, não foi o que aconteceu (graças a Deus!) e ainda ouvi que a minha escrita é clara e objetiva. E pronto... é enviar-lhe uma parte que escrevi entretanto, acabar a parte que falta e depois... corrigir e entregar. Parece fácil ahaha. Em princípio conseguirei entregar em outubro, dentro do prazo normal, e nada poderá ser mais importante que isso. Nem quero acreditar que, à partida, será possível. Pará lá do estágio, para lá das aulas da Ordem, para lá da falta do tempo, por entre a desilusão tremenda que foi o primeiro ano de mestrado, por entre as dores da vida, por entre os pedaços estilhaçados do coração, eu vou conseguir. E será, de longe, um dos maiores feitos da minha vida. Fazer nascer uma tese quando se está a estagiar e se teve, durante bastante tempo, aulas todos os dias, não é para meninas. Ai não que não é. 

Pág. 1/2

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D