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Manga Lima

Manga Lima

31
Ago19

Fechamos a casa (e é tão bom!)

Manga Meia-Loira

Hoje fechamos pela última vez a porta desta casa. Pela última das últimas vezes. Foi nesta casa que nasci, que sorri, que cresci. Que aprendi a falar, a comer e a andar. Que aprendi a gostar de ler e de estudar. Foi nestas paredes que vivi (quase) tudo neste vinte e cinco anos de vida. Foi aqui que me tornei naquilo que sou. Foi aqui que sorri desalmadamente a cada boa notícia que recebi ao longo da vida. Foi aqui que chorei também desalmadamente a cada golpe que a vida me deu. Foi aqui que vivi. Foi aqui que me licenciei, que fiz o mestrado quase acabado, que comecei a estagiar. Foi para estas paredes que corri sempre a cada sorriso que queria partilhar e a cada lágrima que queria chorar. Foi nestas mesas e nestes muros que aprendi a estudar. Depois estas paredes e estes portões começaram a tornar-se pesados. A vida mudou e esta casa foi ficando cinzenta, escura, nublada e vazia. Foi começando a cansar e a vontade de a fechar pela última vez foi-se tornando cada vez maior. Tão grande que quase se sobrepunha a (quase) tudo o resto. E foram anos - mais de seis anos - a desejar profunda e intensamente largar esta porta branca e este portão verde. Largar esta casa foi uma luta longa que me fez chorar e sentir frustrada; que me fez ser agressiva com as palavras como nunca o tinha sido nem pensei ou quis ser. Foi uma luta que nos últimos tempos me fez usar da palavra e levantar bem alto a minha voz, usando aquilo que o Direito e a advocacia me tem dado a meu favor. Eu precisei disto e jurei a mim e ao mundo que isto ia acontecer, nem que fosse a última coisa que eu fizesse na vida. Demorasse o que demorasse. Aconteceu. Demorou alguns anos e mais que muitas lágrimas e palavras agressivas mas aconteceu. Não preciso de dizer que vou ter saudades. Estas paredes vão-me coladas à vida, à alma e ao coração para sempre. O que vivi, senti, cresci e aprendi aqui fica-me para sempre naquele espaço solarengo e feliz do coração onde guardamos o bom da vida. Vou ter para sempre saudades - já as tenho e ainda nem fechamos a porta - e se calhar até vou chorar de saudades um dia, mas isso só mostra o quanto fui feliz aqui (e fui-o infinitamnete durante a vida toda até aos últimos anos). Mas esta mudança tinha de acontecer e teria sempre de acontecer; custasse o que custasse ou demorasse o que demorasse; Esta mudança tinha de acontecer: em nome da vida, da energia da vida, da justiça e do sentido natural da vida. Vida: por ela e porque ela já voou para outras paragens há muito tempo, e o prolongar desta casa sem ela era só frustrante. Nós?! Nós havemos de continuar a sorrir por entre outras paredes e portas. Havemos de continuar a sorrir e a sonhar por aí, e a construir memórias felizes por outros caminhos. A vida prossegue: por entre outras paredes e caminhos, sorridente, feliz e muito mais leve. (E eu estarei sempre grata - infinitamente grata - à vida e às estrelas por esta mudança).

P.S. (E sair pela porta branca e pelo portão verde de sorriso rasgado e ao som - por mero acaso e pura coincidência - da "Grândola vila morena" só pode ser um bom prenúncio)

29
Ago19

Vinte e cinco (anos e desejos)

Manga Meia-Loira

A autora deste blog completa hoje qualquer coisa como 25 anos. Ainda não sei bem lidar com este número, nem soube lidar com os anteriores, embora este aniversário esteja a ser mais tranquilo e bem vivido que os últimos. São muitos anos e falta-me sempre tanta coisa! Estes 25 vão ser escritos num lugar diferente e começam com uma mudança enorme. Se os 24 foram tempo de rasgar lugares, sentidos e sentimentos que já não faziam sentido, e por isso foram um período de "rasganço" (rasganço saudável e tranquilo, diga-se), estes 25 hão-de ser o ano do princípio feliz de muitas coisas bonitas. Se "o que resta é sempre o princípio feliz de alguma coisa", então estes 25 que hoje chegam são esse tempo do princípio feliz. Não quero estar aqui a escrever 25 coisas que a vida me ensinou, ou 25 lições, nem quero escolher 25 momentos de vida. Quero escrever algo que me deixe feliz, e se falar de lições de vida tenho, inevitavelmente, de falar de coisas que doem e não quero. Vou antes falar de 25 coisas que quero fazer na vida.

1. Encontrar um amor verdadeiro que seja abraço, colo, sonho e planos de futuro

2. Viver e ver o regresso dos meus ao sítio onde pertencem e ao meu dia-a-dia

3. Entregar a tese e acabar o mestrado

4. Acabar o estágio e passar no exame da Ordem

5. Inaugurar o sonho que os meus pais estão a construir

6. Ser pedida em casamento

7. Planear o casamento de sonho

8. Casar e viver o dia do casamento

9. Ter sempre um emprego que me faça feliz e me deixe realizada

10. Planear ser mãe e viver esse sonho a dois

11. Viver com tranquilidade, amor e união a luta contra a infertilidade

12. Viver uma (ou mais) gravidez(es) feliz(es) e projetar um (ou mais) filho(s) a dois

13. Ver os meus pais a serem avós do(s) meu(s) filho(s)

14. Viver sempre perto do sítio onde nasci. Sempre.

15. Viver os aniversários, o natal e a páscoa sempre em família

16. Ter uma casa de férias perto da praia

17. Viver numa casa com piscina

18. Dar o meu nome a um filho meu (ou o meu ou a versão masculina)

19. Ir aos Açores, ao Rio de Janeiro, a Paris, a Roma, voltar a Veneza e ir às Caraíbas sempre que conseguir

20. Ter um homem de sucesso ao meu lado e incentivá-lo nesse sucesso, esperando o mesmo dele

21. (Re)viver a minha infância através do(s) meu(s) filho(s) e levá-lo pela mão aos meus sítios de sempre

22. Ser família para a família do amor que encontrar e eles serem o mesmo para mim

23. Planear surpresas, escapadinhas, férias e fins-de-semana a dois, mimando e cuidando sempre

24. Manter sempre os bons amigos que já tenho e encontrar mais pessoas especiais 

25. Saber e sentir, sempre, que a vida se resume ao amor: ao amor a dois, aos abraços que damos aos pais e aos colos que damos aos filhos.

27
Ago19

Do verbo mudar

Manga Meia-Loira

Hoje assinamos um contrato que eu desejei assinar durante anos. Assinamos um contrato que já deveríamos ter assinado há muito e que vai, finalmente, mudar tudo. Este 2019 está a trazer mudanças felizes e esta mudança, que é gigante, é prova disso. Ainda falta a obra pronta, o regresso deles e o amor... mas parece-me que já faltou mais. Tenho a sensação que cada mês deste 2019, de forma mais ou menos rápida, me está a deixar um passo mais perto de tudo o que mais quero e mais tenho desejado... de tudo o que mais tenho querido desde há vários anos. No primeiro dia deste ano acordei e nada estava resolvido. Amanhã acordo e o apartamento está resolvido. Amanhã acordo e o contrato do café está resolvido. Já faltou mais... muito mais. Um dia acordo e a obra está resolvida. Um dia acordo e o amor está resolvido. Um dia acordo e o regresso deles está resolvido. 

22
Ago19

A Amazónia

Manga Meia-Loira

Eu nem sou especialmente sensível à causa ambiental, há causas que me tocam muito mais e tem mais significado para mim, mas aquilo que se está a passar lá é demasiado assustador. Além de assustador, é demasiado triste e preocupante para ser verdade. E quando alguém que nem tem grandes preocupações ambientais, como eu, e que até abusa no uso que faz dos plásticos e do papel - mea culpa - diz isto, é porque o caso é grave. Sempre nos disseram que a Amazónia é o pulmão do mundo: o que nos resta(rá) quando até isso está a ser destruído? 

Resultado de imagem para quando a última árvore for cortada

19
Ago19

Férias (e uma tese pelo meio)

Manga Meia-Loira

Vim passar duas semanas com os meus pais ao país onde eles estão a viver. Não, nunca gosto de ter de cá vir e estou a desejar profundamente, de alma e coração, não ter de cá pôr os pés nos próximos longosss anos (se nunca mais cá voltar tanto melhor, e tudo estará muitíssimo bem). Não, não há nenhum motivo em especial nem aconteceu nada, mas este lugar será sempre uma mancha negra (seguramente a mais negra) na minha vida e na minha história. Se tudo correr dentro do esperado, eles voltarão definitivamente a Portugal e eu deixarei definitivamente de ter de vir cá (I WISH!!!). Sucede que eu cheguei ao fim de junho e, antecipando um agosto azedo para o coração, decidi marcar a viagem. Assim sempre saía do escritório e do ambiente de todos os dias e (re)via os meus. Pelo meio até aconteceram coisas boas e cá estou eu. Vim com correções á tese para fazer, que já fiz, e com a introdução e conclusão por fazer, que ainda não fiz. Tenho de fazer, pelo menos, a introdução aqui. A conclusão até pode esperar mas a introdução não. E caramba, tem sido mesmo difícil... estou sem inspiração, não sei, parece que é uma éspecie de "ar de agosto" que não me deixa trabalhar. Para lá disso, até têm sido tempos tranquilos. Uma das maiores provas de tranquilidade destas férias é o facto de eu já ter adormecido, a meio da manhã ou a meio da tarde, no sofá. É preciso estar-se mesmo descontraído para que isso aconteça... e quando me apercebi disso fiquei mesmo muito contente! Pelo meio comprei um livro no aeroporto que adorei e já me falta pouco para acabá-lo, e isso é tão bom! Tenho-me desligado muito do "ler por prazer" nos últimos anos, e não gosto nada disso, mas fico mesmo muito feliz por voltar a redescobrir essa paixão...e tenho de me comprometer a continuar a encher as estantes. Para lá do livro, vi mais uma temporada de "How to get away with murder", estou a ver a última, e vi outra série pelo meio. Acima de tudo acho que têm sido dias tranquilos. Não, não é este o (a)gosto que eu queria ter - muito longe disso. Não, não tenho os meus comigo no sítio onde pertencemos. Não, não tenho um amor onde me deitar, sonhar, sorrir e fazer planos. Mas já estive mais longe (muito mais longe disso), ou assim o espero, e esse tempo há-de chegar. Que daqui a um ano a história seja outra e o agosto se escreva noutro lugar, ou no lugar onde pertence, e não falte amor e sonho.

17
Ago19

Lições de vida e de amor - Alexandre Soares dos Santos

Manga Meia-Loira

Não posso dizer que acompanhei ou que conheço a vida e a carreira de Alexandre Soares dos Santos. Fui sabendo apenas aquilo que era público e que todos sabemos, e conhecia a grandiosidade dos seus feitos profissionais. Também não posso dizer que fosse uma figura por quem eu nutrisse especial afeto, admirava apenas as suas conquistas e a sua personalidade. Daí que, não o conhecendo nem sabendo muito sobre ele ou a sua vida, imaginava alguém focadíssimo no trabalho e na carreira e pouco mais. Sim, às vezes também sou feita de estereótipos e preconceitos, embora não goste nada disso. Talvez por ainda ser nova, acho quase sempre que alguém que é brilhante na carreira/profissão depois perde um bocadinho as outras dimensões da vida. Eu própria sinto que sou assim e tento lutar contra isso sempre que posso.

 

Assim, fiquei espantada quando abri uma das notícias sobre a morte dele e encontrei estas declarações, proferidas por ele quando se afastou dos negócios e se reformou: “Chego a esta idade sem a mínima frustração. Tudo me correu bem. Fui feliz no casamento, fui feliz nos filhos, tenho netos. Os negócios correram muito bem, gosto das pessoas e as pessoas gostam de mim. De maneira que sou um tipo feliz”. Fiqui espantada porque não estava à espera. Fiquei espantada porque o sentido da vida e do amor (que é o motor da vida) está naquelas três linhas. Simples. Claro. Aquelas três linhas são de uma sabedoria que ultrapassa tudo. Ele não fala do trabalho ou dos negócios em primeiro lugar, nem sequer é isso que ele mais sublinha. Ele centra a vida dele, ou um resumo da vida dele, no casamento, nos filhos e nos netos. Está ali tudo. Aquilo prova que ele não se desfocou do importante nem trocou prioridades. Aquilo prova que no fim do dia, no fim do ano, no fim da carreira ou no fim da vida.. tudo o que importa é o amor. Tudo o que guardamos é a família. Tudo o que nos faz viver são os abraços que damos aos pais e os sorrisos que recebemos dos filhos. Ele soube-o. E conseguiu viver assim. Eu sei-o. E o que mais desejo na vida é poder viver assim e, no fim da minha carreira, poder fazer o resumo que ele fez. O sucesso não está só nas conquistas e nos prémios profissinais. Está, antes e para lá de qualquer coisa, naquilo que damos aos pais e naquilo que somos para os filhos. O sucesso será sempre a junção disso a uma carreira bem-sucedida. Aquelas três linhas disseram tudo. Se eu um dia puder resumir o meu caminho de uma forma semelhante àquela, ou pelo menos com uma base parecida... então terá vaido a pena ter nascido, terá valido a pena ter vivido! 

04
Ago19

O amor quando nasce é para (todos) os outros

Manga Meia-Loira

Ahhh! Que bela imagem! É que dei de caras com isto e pensei logo, no imediato: "OLHA EU!". Pronto, é isto... o que se há-de fazer?! Quando é com os outros, toda eu sou poética, romântica, inspiro as pessoas, empurro, incentivo... e sorrio e fico contente por elas. Até lhes faço logo o plano de casamento e de vida, e ajudo a escolher o nome dos (futuros) filhos. Quando é comigo... bem, quando é comigo, é um nó no estômago e no coração que nem Deus sabe onde termina. Não sei lidar, a sério. É verdade que também não me apareceram pessoas fáceis, antes pelo contrário. Mas pronto... eu, que até gosto de fazer planos românticos (para os outros), de pensar em planear um casamento e de escolher o nome dos futuros filhos (para os outros), depois sou um zero comigo. E bolas, eu não quero estar aqui a falar de mim, mas módestia à parte acho que até daria uma namorada razoável. Vá, também não se pode pedir muito, e eu sei bem que não sou popriamente fácil nem soft. Sou durona, exigente, perfecionista, crítica, um tanto ou quanto controladora.. e já chega. Para lá disto tudo, sei o valor que tenho e sei da dedicação e sensibilidade que moram em mim. Mas a vida acha que eu estou muito bem sozinha, a minha natureza solitária diz que sim...e pronto, é assim que a vida funciona. Agora tenho de ser muito sincera: por mais que eu negue isto até ao último suspiro, e nunca vá ser capaz de o admitir, a verdade é que eu gosto muito de ficar genuinamente feliz pelos outros, mas às vezes paro e pergunto-me "O que há de errado comigo? Vai ser assim a vida toda?"... e o meu coração aí fica do tamanho de uma ervilha ou ainda mais pequenino e eu fico sem chão. Ultrapassando isso, eu por cá continuarei, a fazer planos de sonho para os outros e a ficar sem ar e sem chão quando é o meu coração a bater mais rápido. Parece-me que lá terei de cumprir aquela espécie de destino que implica casar os outros e ajudá-los a escolher os nomes dos filhos deles enquanto faço o papel de solteira de serviço (ou eterna solteira). Bom, há coisas piores na vida. Há (muito) melhores, mas também há piores... e não vale de muito chorar sobre o que a vida nos vai dando. Ao menos que haja alguém, ou quem conseguir, feliz no amor :) E quantos mais forem.. melhor. A solteira de serviço sorri e brinda ao amor (dos outros)! 

 

A imagem pode conter: 1 pessoa, texto

Imagem em https://www.facebook.com/naoacreditoemastrologiamas/photos/a.866799313398060/2414084382002871/?type=3&theater

03
Ago19

A meia loira escreve a tese #10

Manga Meia-Loira

Pois que ando a acrescentar citações e autores à tese e.... aiiiiii..... não gosto nada disto. Estar a pegar no texto que já está construído, que já tem uma lógica, que já é coerente e ter de lhe espetar com mais coisas lá pelo meio não me agrada nada. Eu já sabia que o teria de fazer e é normal, faz parte, mas não gosto. Pronto, tinha de vir aqui discorrer sobre isso. Depois de terminar estes "acrescentos" falta-me ver melhor as correções do orientador (ui, isso é que vai doer). E a seguir escrever a introdução e a conclusão (outro "Ai!" daqueles sentidos). E depois o índice e a formatação. E tudo o que vier pelo meio. Bemmm, não tenho pouco trabalho por fazer não.

 

Para lá disto, estou mesmo a contar entregar a tese em outubro. E a lutar por isso. Se não acontecer será um duro golpe e um murro neste coração. Mas em princípio em outubro estará entregue. Agora é dar-lhe gás e não parar até estar entregue. YEY.

 

01
Ago19

A(o)gosto

Manga Meia-Loira

Encontrei um texto belíssimo sobre agosto e sobre este agosto que agora começa. Agosto é o meu mês e foi sempre, mas sempre, um mês incrivelmente feliz. O mês das caipirinhas, do trabalho bom, das festas, da liberdade, de tudo isso. O último foi um dos meses mais difíceis da minha vida. Este será melhor, bemmm melhor, espero eu. Este não traz dores de coração, nem rasgões, nem angústias. Este há-de ser calmo e tranquilo. Há-de trazer momentos bonitos e felizes. Há-de trazer partilhas e momentos especiais em família. Há-de trazer um novo ciclo: tanto na minha vida como na vida de família que tivemos até agora. Inicio um novo ano de vida com uma mudança que desejei muito. Só posso pedir que este meu mês seja a (meu) gosto. Que a minha vida, agora e a partir de agora, seja finalmente a (meu) gosto.

De resto... de resto é desejar a boas-vindas a este meu agosto que promete sorrisos, família e tranquilidade. É desejar profundamente que "sejas salgado como o mar, que sejas luz, que tragas boas memórias, bons momentos, que tragas partilhas, brindes inesquecíveis, momentos que fiquem". Que "sejas quente, feito de abraços, feito de sonhos de verão"

É desejar, antes e para lá de tudo o resto, "Que sejas amor para quem o espera, que sejas a mudança para quem precisa", que é tudo o que mais posso pedir à vida e a Deus neste momento.

Assim sejas, meu querido agosto. A (meu) gosto.

(Texto referido e citações in https://www.facebook.com/meu.doce.limaoo/photos/a.544424425720250/1345811375581547/?type=3&theater )

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