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Manga Lima

Manga Lima

29
Ago20

Obrigada, 25!

Vamos com tudo, 26!

Manga Meia-Loira

Ontem, em vésperas de aniversário, dei por mim a refletir sobre o que se passou este ano e sobre o que espero do ano que agora vem. Para mim, e como o aniversário vem logo no fim de agosto e se aproximava sempre o início de um novo ano letivo, os anos de certa forma sempre começaram no meu aniversário e não só em janeiro. 

Sobre os 25 sei que escrevi aqui, há um ano, que eles iam ser passados num lugar diferente (e mais tranquilo e feliz). Foram, hoje posso escrever com todas as certezas que foram passados num lugar tranquilo e feliz, e que isso era tudo o que eu mais precisava. Estou profundamente agradecida à vida por isso. Os 25 foram vividos num lugar físico diferente e mais tranquilo, e num lugar psicologicamente mais pacífico, tranquilo e feliz. Recuperei uma paz e tranquilidade há muito perdidas e estou infinitamente grata por isso. Reconciliei-me de certa forma com a vida, com o coração e com o mundo em geral, e isso foi especial e fundamental. Reencontrei uma certa fé em mim e na vida que também já tinha perdido e que me trouxe muita luz e esperança, e precisava disso como do ar que respiro. Na verdade, e não tendo aparentemente trazido nada de muito diferente ou especial, os 25 trouxeram-me uma paz interior, uma tranquilidade e uma esperança de que eu precisava muito. Fizeram-me respirar, reacreditar e voltar a ser eu, aquela miúda de bem com a vida que eu achei que tinha perdido para não mais recuperar. Isto é o que de mais bonito e melhor eu poderia ter pedido. Pelo meio conclui com chave de ouro o percurso académico e só isso já teria sido espetacular. Pelo meio deveria ter concluído também a Ordem e o estágio, mas a pandemia trocou-me as voltas.. e não, nem isso faz sombra a estes 25 que me trouxeram tanto, tendo trazido aparentemente pouco. Fechamos as contas com paz, tranquilidade, saúde, amor, conquistas alcançadas e trabalho feito para as que se aproximarão. Obrigada 25! We made it, oh yeah! 

Sobre os 26. Sei que são território desconhecido e que é aquele número que diz que estamos mais perto dos 30 do que dos 20. À parte disso, sei que eles hão-de trazer conquistas há muito trabalhadas e esperadas e que hão-de fechar o ciclo uma vida no que diz respeito ao percurso académico-profissional. Espero muito que tragam, também, o fim de um longo ciclo na família e o início de outro mais bonito e feliz. Que sejam tranquilos, pacíficos e felizes. Que tragam a concretização de muito trabalho, muitos desejos e muitos sonhos. Que tragam inícios felizes e promissores: na família, na vida profissional e no coração. Os 26 prometem mudanças em várias frentes, na minha vida e na dos meus. Prometem conclusõe e inícios. E eu, que nem costumo ser boa em mudanças e inícios, desejo-os profundamente e sei que preciso deles. Preciso de cortar metas e desenhar novos caminhos. Preciso de mudar de casa. Preciso de voltar à casa. Preciso de ir ao aeroporto recuperar aquilo que sempre foi meu. Preciso de realizar a escritura de compra e venda de uma vida. Preciso de ver numa pauta a conclusão de uma vida de trabalho. Preciso que me abram a porta a um novo caminho profissional. Preciso que me façam percorrer caminhos pelos quais ainda não naveguei em várias frentes. Os 26 trazem a promessa de tudo isto. E eu estou aqui, plena, pronta para eles. Vamos com tudo. Let´s do it, oh yeah!

19
Ago20

Novembro? Novembro é já amanhã

Manga Meia-Loira

Agosto segue e nós seguimos com ele. Um agosto que não tem sido tão agosto quanto isso, por entre o tempo de inverno que se sente no norte e todos os manuais, apontamentos e relatórios que é preciso ler e fazer para concluir a Ordem. A pandemia trocou as voltas a muitos de nós e aos nossos planos, e este agosto deveria ser de férias, de aproveitar o tempo em família e preparar e planear o futuro Não é. As provas da Ordem foram adiadas e com elas arrastou-se tudo para depois do verão. Ainda assim seguimos, firmes e fortes na convicção de trabalhar a sério para concluir tudo isto. Firmes e fortes na convicção de chegar ao fim com a sensação de missão cumprida e dever cumprido. Novembro é já amanhã. Já disse que novembro é já amanhã? Qual setembro, qual quê, novembro será o novo setembro. 

15
Ago20

Páginas em branco

Manga Meia-Loira

Páginas em branco.

Voltei, por força do exame que se aproxima, aos cadernos das aulas da Ordem. Voltar a estes cadernos é voltar àquele início de 2019 e, sobretudo, àquele fevereiro tão doloroso. É voltar à conversa que nunca queria ter tido. É voltar àquela noite fria de sábado em que a porta se bateu. Encontro, neste primeiro caderno que marcou aquela altura, alguns espaços em branco. Não sei agora exatamente a que se devem estes espaços que representam aquilo que não consegui apanhar nas aulas. Sei que, se calhar, muitos deles significam que o meu cérebro se desligou por segundos porque o meu coração andava noutras paragens, bem mais escuras, frias e difíceis. Pode até não ser, não sei, mas estes espaços em branco nos cadernos levam-me a isso. Àquele sentimento que gostava muito de nunca ter conhecido, em que o mundo para e tudo se desliga porque o nosso coração está desfeito e precisa de oxigénio.

Passou um ano e meio. O mundo continuou a girar. A vida já me permitiu rir por dentro, felizmente. A conversa aconteceu quando teve de acontecer e desde aí os caminhos do coração tem saído mais calmos. Já é muito bom e já fico grata por isso. Mas mais calmos não significa mais fáceis ou mais bonitos ou mais felizes. Mais calmos é muito bom mas ainda é pouco. Sei que é pouco porque, como tão bem ouvi alguém dizer, ainda há dias e alturas em que passam assim umas nuvens escuras pelo cérebro e pelo coração. Dias em que essas nuvens acontecem, aparecem e existem. Dias em que não as ignoramos, vamos tendo de viver com elas... na esperança de que sejam cada vez menos e mais clarinhas. Um ano e meio depois o caminho ficou mais fácil mas estes espaços em branco lembraram-me que, de vez em quando, ainda há assim umas nuvens escuras daquele tempo que me vão invadindo. 

Hoje parece-me que andam por aí umas nuvens a chatear e este texto faz ainda mais sentido. 

 

 

 

 

 

06
Ago20

Quando é que chegamos a 2021, mesmo?

Manga Meia-Loira

É verdade que, dentro da pandemia e de todo o contexto difícil que temos vivido, não me posso estar aqui a lamentar. Também vi a vida parada, também me aborreci e aborreço bastante com isso, também vivo com incertezas e isso tudo. Mas tenho a sorte de, até agora, não ter ficado doente nem nenhum dos meus ter ficado doente e isso já é o que mais peço. Apesar disso, acho que deve ser geral o sentimento de que este ano será para passar e esquecer. Não ficará assim nada de especialmente bom nem marcante. Só um mundo em suspenso à volta de um vírus desconhecido que todos ameaça. À partida, no próximo ano a situação será melhor e haveremos de dar a volta. Posto isto, eu só queria poder fazer um contrato com 2020. Combinamos aqui que ele se vai embora e nos deixa a todos em paz, passamos já para 2021 (2021versão sem vírus) e eu não falo mais nisto. Ficamos em paz e prosseguimos. Eu sei que ainda vamos a pouco mais de meio, mas tenho para mim, por várias razões, que 2021 há-de ser infinitamente mais bonito e especial. Pelo menos mais tranquilo, esperemos. É aqui que eu acho que bom, bom, era termos passado de 2019 para 2021. Mesmo assim, estou aqui para assinar o contrato. Este 2020 vai à sua vidinha e nós fazemos um pacto em não denegrir a imagem dele. 2021 vem sem vírus na manga e traz coisas boas. Vamos lá. Esperar um 2021 onde eu já não tenho de estudar nem fazer exames. Esperar um 2021 onde eu já fiz a Ordem e já estou a trabalhar e a gostar muito do que faço. Esperar um 2021 em que já vendemos o café, os meus pais já estão finalmente cá e já vamos inaugurar o sonho deles. Esperar um 2021onde eu me construo em amor e descubro, finalmente, o amor. Esperar um 2021 onde, mais de oito anos depois, a família volta a ser um lugar completo e feliz. Esperar um 2021 onde os amigos continuam sempre lá de sorriso e braços abertos. Esperar um 2021 onde a vida é um lugar feliz, dentro e fora de casa. Algumas destas coisas irão mesmo acontecer em 2021, outras talvez não, mas a esperança está viva e está aqui. 2020, vá lá, não me leves a mal mas a verdade é que não tens facilitado as coisas. Ainda assim, espero chegar ao último dia do ano e agradecer-te. Serás, apesar de tudo, o ano onde apresentei a tese e me tornei mestre finalmente, e não é em qualquer ano que uma pessoa fecha assim a chave de ouro e de sorriso aberto o percurso académico. Serás também, espero, o ano em que faço o exame da Ordem e, sete anos depois, encerro este longo caminho académico-profissional. Bem, quanto a isto acho que só irei acreditar daqui a uns meses, quando vir (assim o espero) a palavra "aprovado" a seguir ao meu nome. Só por isso, já terias trazido coisas boas. Mas não foi só isto e não nos devemos esquecer de agradecer o tanto que temos. Por isso, agradeço-te infinitamemte pelos meus, por ter os meus comigo e estarmos todos bem, pelos momentos bonitos que vou tendo aqui e ali e pela calma e tranquilidade. Isto parece tão pouco e é, afinal, tanto! Obrigada. Contrato fechado. Porta-te bem e contrato fechado rumo a 2021.

06
Ago20

Mulheres (pouco) difíceis

Manga Meia-Loira

Sabem lá vocês o que uma pessoa (não) sofre por ser assim. Sabem lá vocês o difícil que é. O difícil que é uma pessoa viver assim e ser assim. 

Blog.jpg

 

Vá, depois uma pessoa até cresce um bocadinho, amadurece mais outro bocadinho e percebe que, eventualmente, há mesmo um dia onde as coisas tem de ficar ditas para sempre.

Mas é difícil para quem nasce assim. Oh se não é.

 

 

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