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Manga Lima

Manga Lima

25
Jan17

Enquanto houver estrada para andar

Manga Meia-Loira

Agosto estava a terminar e com ele terminava também uma viagem que, no fundo, nunca quis fazer. Foi na sala de espera de um aeroporto a mais de cinco mil quilómetros de casa e à espera do embarque para regressar que escrevi isto. A viagem teve mais peripécias que a encomenda e nenhuma foi boa, ainda eu não sabia do atraso do vôo. Estava cansada, triste e um tanto desanimada e descrente, numa espécie de alegria agridoce por voltar. Ouvi a canção na minha cabeça e escrevi assim: "Enquanto houver estrada para andar a gente vai continuar. Enquanto houver estrada para andar a gente vai acreditar, a gente vai esperar, a gente vai respirar

 

e a gente vai tentar. Enquanto houver estrada para andar a gente vai viver, a gente vai correr, a gente vai errar, a gente vai perdoar. Enquanto houver estrada para andar a gente vai sair, a gente vai sorrir, a gente vai acreditar, a gente vai tentar e vai sempre, mas sempre, continuar. Mesmo que o tempo doa, mesmo que a vida magoe, mesmo que as pessoas também doam. Mesmo que a alma e a vida peçam paz, mesmo que o coração se parta em mil bocados e os olhos queiram lavar a alma com lágrimas. Enquanto houver estrada para andar a gente vai visitar, vai viajar, vai esperar, vai suportar, vai aguentar e vai sempre acreditar para continuar. A vida vista da zona das partidas do aeroporto de cá é também isto: coração cansado, olhos que querem chorar e a certeza de que a gente vai continuar. Porque enquanto houver estrada para andar haverá sempre um destino a alcançar. Por mais que demore ou por mais que custe. Ter o sal e o sol à espera ajuda mas não é suficiente. Necessário é o regresso final. Até lá, coração à espera e a certeza de que a gente vai continuar." Passou quase meio ano. Não tenho nada a acrescentar. Para já (quero).

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