20
Abr19
Músicas que (me) tocam - "Era uma vez"
Manga Meia-Loira
Hoje foi isto. Já tinha descoberto a música há algum tempo mas nunca mais tinha voltado a ela, e hoje voltei-me a lembrar de toda a beleza e toda a verdade que estes versos contém. Está cá tudo: o querer crescer e depois querer voltar ao início e aos dias da infância, a infância infinitamente feliz e colorida, os dias bonitos e deliciosos quando se era pequeno, a inocência e a ingenuidade da felicidade pura, a chegada à idade adulta, o (des)amor e desobrir o que é deixarem-nos o coração desfeito em pedaços, as dores e lágrimas do (des)amor e a certeza de que é tão mais fácil curar um (ou dois, ou três, ou dez, ou cem) joelho(s) esfolado(s), a procura da paz e, enfim, chegar à conclusão de que dá (e dá mesmo) para viver depois de descobrir que o mundo não é (ou quase nunca é) colorido, e descobrir que a maldade do mundo nunca nos deve parecer normal, e recusarmo-nos terminantemente a perder a magia de acreditar na felicidade real, e viver na certeza de que a felicidade estará sempre no caminho e não necessariamente no final... até porque o caminho se faz caminhando e a ideia é sorrir por dentro e por fora enquanto se caminha.
"Era uma vez,
O dia em que todo dia era bom
Delicioso gosto e o bom gosto
Das nuvens serem feitas de algodão
Dava pra ser herói
No mesmo dia em que escolhia ser vilão
E acabava tudo em lanche, um banho quente
E talvez um arranhão
Dava pra ver
A ingenuidade e a inocência cantando no tom
Milhões de mundos e universos tão reais
Quanto à nossa imaginação
Bastava um colo, um carinho
E o remédio era beijo e proteção
Tudo voltava a ser novo no outro dia
Sem muita preocupação
É que a gente quer crescer
E quando cresce, quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido
Dá pra viver
Mesmo depois de descobrir que o mundo ficou mau
É só não permitir que a maldade do mundo
Te pareça normal
Pra não perder a magia de acreditar
Na felicidade real
E entender que ela mora no caminho
E não no final
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido
Era uma vez..."
O dia em que todo dia era bom
Delicioso gosto e o bom gosto
Das nuvens serem feitas de algodão
Dava pra ser herói
No mesmo dia em que escolhia ser vilão
E acabava tudo em lanche, um banho quente
E talvez um arranhão
Dava pra ver
A ingenuidade e a inocência cantando no tom
Milhões de mundos e universos tão reais
Quanto à nossa imaginação
Bastava um colo, um carinho
E o remédio era beijo e proteção
Tudo voltava a ser novo no outro dia
Sem muita preocupação
É que a gente quer crescer
E quando cresce, quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido
Mesmo depois de descobrir que o mundo ficou mau
É só não permitir que a maldade do mundo
Te pareça normal
Pra não perder a magia de acreditar
Na felicidade real
E entender que ela mora no caminho
E não no final
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido
Era uma vez..."
