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Manga Lima

Manga Lima

09
Jul17

O amor está nos detalhes e nas pequenas coisas

Ju

O amor está nas mais pequeninas coisas e nos detalhes do dia-a-dia. Está na vida de todos os dias, a toda a hora. Está na hora de acordar e do beijo de bom dia para começar bem. Está no abraço que deve ser dado antes de sair de casa e no beijo que se atira pelo ar antes de sair. Está no sorriso involuntário que acontece no meio do trânsito só porque nos lembramos da nossa pessoa. Está na mensagem que chega ou que se envia a meio da manhã. Na frase bonita que se escreve à hora de almoço ou no almoço partilhado entre conversas e sorisos. Está no passo apressado do nosso amor ao abrir a porta de casa ao fim do dia para nos dar um beijo e um sorriso. Está lá quando esse abraço nos apanha de surpresa ao abrir a porta de casa. Está nos olhares e sorrisos que se trocam ao jantar. Está no colo aconchegante que nos adormece no sofá. Está na frase de boa noite e no mesmo colo que nos adormece e faz sonhar. Está lá em todas as viagens de carro que se fazem entre conversas, sorrisos e mãos dadas. Em todos os passeios que damos agarradinhos para ver o mar. Em todas as noites de conversa à luz da lua e de beijos enquanto contamos as estrelas. Está presente em todos os almoços, jantares, tardes, noites e dias passados em família. Em todos os planos cumpridos e ainda mais nos que se tem por cumprir, como sonhos que são para se realizar. Está ainda mais em todas as tarefas quotidianas: está na hora de refilar para levar o lixo à rua; está no braço de ferro para ver quem arruma a loiça; está no abraço que nos faz rir enquanto cozinhamos. Está em todas as vezes que vamos ao supermercado e em todas as guerras para carregar os sacos de compras. Está, e está lá mesmo, em todas as birras e discussões, e algumas até são só mesmo para ver quem consegue ganhar e nos fazerem sorrir. Está em todas as vezes em que temos noção de que é preciso ceder para continuar. Está lá sempre que nos lembramos que nada é nem pode ser mais importante que o amor. Está lá quando fazemos questão de praticar a ideia de que nunca podemos adormecer zangados.. e que só se pode zangar um de cada vez. Está lá sempre que o coração nos volta a dizer que enquanto houver estrada para andar a gente vai continuar.Não, o amor não está lá quando olhamos para uma pessoa desconhecida linda de morrer e lhe queremos pedir o número. Não está lá quando nos sentamos a fazer conversa com essa pessoa. Não está lá quando estamos com alguém só por estar. Não está lá quando achamos que gostamos de alguém só pela aparência. Não está lá quando sabemos que aquela pessoa não vai fazer parte da nossa vida ou da nossa história. Tudo isto pode ser muita coisa, mas não é amor. Para ser amor tem de ser muito mais. Para ser amor tem de criar memórias, tem de nos fazer contar dias, semanas, meses e anos em conjunto. Tem de nos fazer planear o próximo aniversário de cada um, o próximo natal, as próximas férias ou o próximo fim-de-semana fora. Para ser amor tem de nos fazer acordar com alguém com quem temos uma história e, mais que isso, um passado. Para ser amor tem de nos dar a certeza de que vai permanacer no próximo feriado, no próximo natal ou no próximo ano e nos seguintes. Para ser amor tem de nos dar vontade de fazer loucuras saudáveis. Tem de nos permitir dizer "sou doida/o por ti". Para ser amor tem de ser parte da nossa família e tem de ser tratado pelo nome e com carinho pela nossa família. Tem de nos emprestar também a família dele e fazer-nos sentir como parte dela. Para ser amor tem de ter planos para nos levar ao altar da nossa igreja. Para ser amor tem de ter planos para uma casa com jardim, flores, música e filhos. Um dia li uma crónica em que o jornalista dizia que sonhou que viu a mulher dele (casada) com outra pessoa a entrar no prédio com os filhos e com sacos de supermercado. O que mais lhe custou nesse sonho foi vê-los num cenário tão corrente e quotidiano que mostrava que tinham uma vida em conjunto. Lembrei-me disso e escevi este texto porque a verdade é que o amor está nas mais pequenas coisas... e está, sobretudo, na intimidade que só quem partilha a vida, os medos e os sonhos pode ter. Está, por exemplo, na hora de chegar do supermercado e entrar em casa... porque se fomos ao supermecado com alguém e entramos em casa com essa pessoa é porque ela já faz parte da nossa história (ou pelo menos já temos uma vida em conjunto com alguém). 

 

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