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Manga Lima

Manga Lima

27
Abr13

Mistura

Manga Meia-Loira

Desde a última vez que cá escrevi já se passaram alguns dias. Posso até dizer que a minha vida já deu algumas voltas. Não as que quero. Não as que preciso. Apenas algumas. Só algumas. E eu nem sei que sinta, nem sei que pense, nem sei que faça. Tenho de as receber. Tenho de tentar fazer o melhor que conseguir dentro daquilo que quero e daquilo que posso.

E tenho momentos de tudo. Ás vezes sinto-me num filme irreal de terror que não tem fim. Às vezes acho que tudo o que possa fazer será em vão porque parece que quando o mundo está contra aquilo que queremos não há força que resista. E aqui desmoralizo, deprimo, afundo e não quero estar na minha pele. Não quero continuar. Não quero, tampouco, imaginar que isto poderá continuar. Não quero ser eu. Outras vezes acho que tudo está e tudo poderá correr tão, mas tão mal, que só poderá correr bem. Assim, de forma irónica. Afinal já percebi que a ironia da vida pode tudo. E aí entro em modo fé-optimismo-esperança, e tudo-acaba-bem-e-se-não-está-bem-é-porque-não-acabou, e 2013-é-um-ano-de-vai-ou-racha-e-rachar-mais-é-imossível, e Maio-é-um-mês-de-Maria-e-de-fé, e Agosto-pode-ser-sempre-uma-surpresa-ou-não-fosse-um-mês-meu, e Outubro-pode-ser-ironicamente-especial, e Dezembro-será-Dezembro-ou-não-fosse-este-ano-um 13. E ainda-vou-ser-estapafurdiamente-feliz-no-meu-aeroporto-este-ano-13. E um-ano-que-começa-com-neve-e-lágrimas-só-pode-acabar-com-sorrisos-e-sol. E é por isto que (ainda) me levanto todos os dias. É por isto que ainda acho que vale a pena meter gasolina para fazer os mínimos e continuar o caminho, ainda que na reserva. E é por isto que ainda me arrasto pela estrada desta vida que não escolhi. Nestes momentos penso que ainda tenho de acreditar. Que ainda devo isso a mim própria. E é esse modo que meto na cabeça. E depois ainda tenho outro "às vezes". Às vezes penso que este modo é a maior parvoíce. E sinto-me estupidamente ingénua. E penso que se isto não for verdade (como é mais certo) me sentirei ainda mais defraudada. Ainda mais afundada. E logo depois penso que nada pode ficar como antes. Mas também nada pode ficar como está agora. E já não sei o que pensar.

Penso só que a ironia da vida e todas as leis de "compensação" do Universo farão o seu trabalho. Que o 13 é um número de fé, esperança e impossíveis. Que tudo ficará bem quando acabar bem. E que se não está bem é porque não acabou ainda. Que eu mereço esse (re)começo/final feliz. Nós merecemos. Que assim como tudo se vai tudo se vem. Que terei -teremos- sempre, cada nosso anjo-da-guarda e duas-mais-duas estrelas do céu, e que juntos nos guiarão até ao "acabar bem".

03
Abr13

M-E-D-O

Manga Meia-Loira

É. Eu quero acreditar, eu quero pensar, eu torço-me e torço a minha alma e o meu pensamento para acreditar que alguma luz há-de aparecer e guiar-nos até ao nosso círculo de luz. Eu faço de tudo e tento. Mas depois são todos os momentos assim. O tempo a (não) passar e tudo a ficar sempre (ainda) pior. Eu quero mas não sei se consigo. E é tão difícil querer acreditar quando não há nada que nos mostre que poderá ser possível. E o medo que eu tenho? E o pânico que me assalta? E tudo junto a dar cabo de mim? E tantas histórias que não acontecem como as pessoas queriam? É tudo tão angustiante que já não sei nada. Resta-me pensar que tenho que me agarrar ao 0.0000001% de esperança que ainda sobra. E fazer tudo, até o pino se preciso for, para que este ínfimo pedacinho de irrisória esperança que ainda cá tenho não seja levado também pela escuridão. É tudo o que resta, e quando nem isso restar já aqui escrevi: raios me partam! E me levem, que não quero contar a história. E é sempre o medo. O medo porque tudo pode correr tão mal, mas tão mal, e de tantas maneiras, que não sobra nada.

02
Abr13

Juro

Manga Meia-Loira

Juro. Raios me partam. Toda. Raios me partam toda, raios me matem, raios me destruam. Que se isto não vira tudo de uma vez por todas para o lado que tem que ir, quem não quer ficar para contar a (tragédia) história sou eu. Raios me partam, raios me partam toda, se isto antes de 31 de Dezembro não levar uma cambalhota e daquelas e não acabarmos todos onde nos esperam. Raios me partam. Toda se isso não acontecer. Por favor! E nunca cada letra de um pedido teve tanto sentimento em mim. Raios me partam.

23
Mar13

Histórias

Manga Meia-Loira

Histórias. Gosto de ouvir histórias. Gosto de contar histórias. Sou (cada vez mais) uma mulher de palavras e de histórias. E sobretudo quando são tão especiais quanto as que anteontem ouvi. Tão especiais que nos mostram como às vezes há histórias que se repetem e ironias do destino que mudam tudo. Tão especiais que nos mostram como às vezes um só momento, ou uma simples palavra, ou uma (ir)eflectida decisão mudam a história das pessoas para sempre. Mudam tudo. Por vezes para o melhor lado, por outras não. E são tão fortes que nos mostram que certas coisas, às vezes, são apenas  aquilo que tiverem de ser e nem todo o esforço e tentativas do mundo conseguem mudar isso. Tão fortes que nos mostram que aquilo que nos acontece é também fruto do que acontece à nossa volta e dos que nos rodeiam. Fruto, inevitavelmente, do acaso do destino. Tão arrepiantes que nos fazem acreditar que não somos, mesmo, senhores e donos do destino. Ou não na totalidade, pelo menos.

Sempre tive um certo receio e cepticismo em acreditar que não controlamos a nossa vida. Sempre me causou uma certa confusão pensar que por vezes não conseguimos "direccionar" o nosso próprio barco por causa de ventos que nos aparecem de surpresa e nos levam para longe de nós. Nos desviam da rota que traçámos. E depois os acontecimentos rolam e quando damos por nós estamos no meio de uma tempestade, sem rumo nem caminho de volta, e sentimos que não podemos -não conseguimos- mesmo fazer nada e só nos resta esperar e deixar levar pela tempestade. Isto assusta-me. Apavora-me profundamente. Preciso mesmo de acreditar que posso escolher aquilo que quero para mim, faz parte da minha segurança, da necessidade de saber aquilo que poderá acontecer. Agora não. Pela primeira vez na vida posso dizer que está tudo fora do meu controlo. Está tudo nas mãos do vento que desviou o meu/nosso barco. Está tudo nas mãos do caminho para o qual a tempestade nos levar. E só temos de esperar. E acreditar. E acreditar desmesuradamente que as tempestades também nos conduzem a bom porto. Que até poderá ser melhor que aquele que tínhamos imaginado para nós. Tempestades não são eternas, ainda que pareçam. Tempestades não matam, ainda que moam. Tempestades deixam-nos perdidos e confusos, mas não para sempre. Tempestades deixam-nos cegos, desorientados e desacreditados. Tempestades ferem-nos e marcam-nos para sempre. Tempestades são traumas para a vida. Ainda estou no meio dela, ou início, mas preciso pensar que algum dia ela vai acabar. Preciso pensar que no fim, provavelmente, saíremos ainda mais fortes. Só assim consigo continuar a viver. Para já dói. Infinita e tremendamente. E vai doer, enquanto durar. E só poder esperar é demolidor. E pensar que está tudo nas mão dos deuses, de Deus, do destino, do karma, do que for, é ainda pior. Eu prefiro deixar nas mão das minhas estrelas do céu. Quero que elas estejam lá sempre. Quero, muito, poder dizer que foram elas a acalmar a tempestade e iluminar o caminho. Quero, muito, ficar-lhes eternamente grata. Talvez isto não esteja ao alcance delas, mas pelo menos quero muito pensar que temos sempre a sua protecção e o seu amor. Incondicionalmente. O resto? Serão histórias. E que voltem a ser coloridas, quando a tempestade passar. Eu? Eu tentarei resistir sempre o melhor que puder e acreditar que no fim saíremos mais fortes. Ainda melhores. E já aprendi muitas lições para a vida no meio deste reboliço rebuscado. Que as nossas pessoas e o amor são, intrinsecamente, o melhor e mais importante que poderemos ter. Que devemos celebrar e saber celebrar tudo o que de bom temos: o sol, as nossas pessoas, as flores, os sorrisos, a comida, os sabores e tudo o mais que a vida nos trouxer. Que a vida é demasiado curta para ser perdida com pessoas que nem um simples "Olá!" merecem. Que os bons momentos são para ser saboreados e vividos. É. Isto é quase como alguém que viveu alguma "experiência limite". Como alguém a quem a vida deu uma segunda oportunidade. Por vezes precisamos olhar de fora para aquilo que é nosso e perceber que a vida nos brindou com o melhor do mundo. Eu já percebi, vivi e senti isso. Espero que a segunda oportunidade venha e a tempestade passe. O caminho de volta? Está-me impregnado no coração e na pele.

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